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OMS inclui mais dois medicamentos para tratamento da Covid-19 25 Setembro 2021

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acrescentou esta sexta-feira, 24, dois medicamentos à lista de fármacos admitidos para tratamento da Covid-19 e pediu à farmacêutica que os produz para baixar os preços e levantar as patentes.

OMS inclui mais dois medicamentos para tratamento da Covid-19

Segundo a Agência Lusa, o casirivimab e o imdevimab, fabricado pela norte-americana Regeneron, são incluídos nas recomendações da OMS para tratamento de casos ligeiros de Covid-19 em doentes que estejam em maior risco de hospitalização e, condicionalmente, no tratamento de casos graves da doença se se tratar de pessoas sem anticorpos.

"Dado o custo elevado e a escassez desta terapia combinada, a OMS apela à Regeneron para baixar os preços e distribuí-la equitativamente, especialmente, em países de rendimentos baixos e médios e transferir a tecnologia que permita o fabrico de versões biologicamente semelhantes para que todos os pacientes que precisem deste tratamento tenham acesso a ele", afirma a organização em comunicado, citado pela nosa fonte.

De salientar que a OMS já lançou entre as empresas farmacêuticas um apelo para que candidatem versões dos medicamentos para pré-qualificação, o que permitiria aumentar o nível de produção.

Salienta ainda que o tratamento com os dois medicamentos não deve ser dado a pacientes que tenham anticorpos contra a Covid-19 para "não exacerbar a desigualdade e a disponibilidade limitada do tratamento".

A OMS pede ainda aos médicos que apliquem "testes rigorosos" aos pacientes para perceberem quais é que terão mais a ganhar com este tratamento, os que ainda não tenham desenvolvido anticorpos naturais contra a Covid-19, conforme escreve a Lusa.

Em comunicado, a OMS avança também que, dado o elevado custo e a baixa disponibilidade da terapia combinada, a UNITAID, uma agência global de saúde, está a negociar com a farmacêutica Roche, que está atualmente a fabricar um medicamento, preços mais baixos e distribuição equitativa em todas as regiões, especialmente em países de baixo e médio rendimento.

De acordo com a Lusa, esta Organização de Saúde está também em conversações com a empresa para uma doação e distribuição do fármaco através do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), seguindo os critérios de atribuição definidos pela OMS.

A Covid-19 provocou, pelo menos, 4.715.909 mortes em todo o mundo, entre mais de 230 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.938 pessoas e foram contabilizados 1.064.876 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

Recorde-se que a doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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