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ONG pede mais ajuda para moçambicanos deslocados pela tempestade Ana 28 Fevereiro 2022

O Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), organização não-governamental (ONG) moçambicana, apelou hoje ao governo para que reforce o apoio humanitário às vítimas da tempestade Ana que fugiram para o Maláui.

ONG pede mais ajuda para moçambicanos deslocados pela tempestade Ana

"Falta quase tudo nos centros de acomodação abertos pelas autoridades do Maláui para acolher mais de 2.500 moçambicanos que abandonaram as suas casas nos distritos de Morrumbala e Mutarara devido ao transbordo do rio Chire", refere em comunicado.

Deste a intempérie, entre 24 e 28 de janeiro, "os moçambicanos refugiados no Maláui permaneceram quase três semanas abandonados pelo governo de Moçambique", que há cinco dias enviou ajuda, nomeadamente alguns alimentos.

No entanto, esse apoio é "insuficiente", sublinha.

"A quantidade de produtos mobilizados pelo governo é de longe insuficiente para responder às necessidades", diz o CDD, reclamando "assistência humanitária para todos os moçambicanos que se encontram em nove centros de acomodação".

"Além da falta de condições mínimas de sobrevivência, a situação das crianças que se encontram nos centros de acomodação começa a tornar-se preocupante uma vez que o ano letivo começou há praticamente um mês", destaca.

"Centenas de crianças estão privados do direito à educação", sublinha o CDD.

A ONG considera igualmente necessário criar condições para o regresso de toda a população deslocada a Moçambique "assim que o nível das águas baixar nas suas zonas de origem".

Questionado pela Lusa, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) anunciou na quarta-feira o envio de apoios e de uma equipa para aferir a situação no Maláui.

Pelo menos 116 pessoas morreram na passagem da tempestade tropical Ana por Madagáscar, Moçambique e Maláui, 25 das quais no país lusófono, de acordo com os dados da organização das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários.

Em Moçambique, a tempestade atingiu as províncias da Zambézia, Nampula e Tete, tendo deixado 25 mortos e 22 feridos, além de ter destruído 13.600 casas e deixado mais de 140 mil pessoas desalojadas.

A Semana com Lusa

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