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ONU pede ajuda financeira e diz que fome pode atingir 6,2 milhões 06 Agosto 2021

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou esta sexta-feira, 06, um apelo urgente para angariação de fundos para Myanmar, onde o número de pessoas com fome pode duplicar até Outubro e atingir 6,2 milhões de habitantes de um país arrasado política e economicamente.

ONU pede ajuda financeira e diz que fome pode atingir 6,2 milhões

Conforme noticia a Agência Lusa, o diretor do Programa Alimentar Mundial no país, Stephen Anderson, estimou esta sexta-feira, serem necessários 86 milhões de dólares (cerca de 72,8 milhões de euros) para os próximos seis meses, referindo, no entanto, que falta 70% desse valor.

"Vemos a fome espalhar-se cada vez mais em Myanmar (antiga Birmânia). Quase 90% das famílias vivem em bairros de lata ao redor de Rangum (a capital económica do país) e são forçadas a pedir dinheiro para comprar comida", disse numa vídeo conferência de imprensa realizada a partir de Genebra, citado pela nossas fonte.

Stephen Anderson lembrou que o país vive um "tsunami" ao nível da saúde, da situação política e da economia desde o golpe de Estado de 01 de Fevereiro, quando o exército depôs o Governo eleito de Aung San Suu Kyi, pondo fim a um período de democracia que durou 10 anos.

Desde Maio, o Programa Alimentar Mundial (PAM) colocou em prática um plano para fornecer ajuda alimentar a dois milhões de pessoas em Rangum e Mandalay, as duas maiores cidades do país, destinada principalmente a mães, crianças, idosos e deficientes.

Ainda de acordo com a Lusa, até agora, 650.000 pessoas receberam ajuda em áreas urbanas, refere um comunicado da organização, acrescentando que um total de 1,25 milhões de pessoas recebeu alimentos e dinheiro do PMA desde o início do ano, tanto nas áreas urbanas como nas rurais.

Desde o golpe de Estado militar de Fevereiro, Myanmar encontra-se numa situação de caos, com a economia paralisada e palco de várias manifestações e distúrbios fortemente reprimidos pelas forças militares e pela polícia birmanesa.

O exército de Myanmar justificou o golpe de Estado com supostas fraudes eleitorais durante as legislativas de novembro de 2020, cujo resultado deu a vitória à Liga Nacional para a Democracia, liderada pela ativista e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Segundo informações de fontes credíveis recolhidas pelo comité da ONU, desde Fevereiro, "75 crianças foram mortas, cerca de 1.000 foram detidas arbitrariamente e numerosas outras foram privadas de cuidados médicos essenciais e de educação".

Asemana com Lusa

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