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ONU quer investigação imediata sobre morte em pleno tribunal de ex-PR egípcio Morsi 21 Junho 2019

A ONU pediu, a na terça-feira, uma investigação, independente e "de imediato", às causas da morte do sexto presidente nos quase 67 anos da República Egípcia. Detido há seis anos, Mohammed Morsi, segundo a televisão egípcia, morreu repentinamente na segunda-feira, durante mais uma audiência no tribunal do Cairo.

ONU quer investigação imediata sobre morte em pleno tribunal de ex-PR egípcio Morsi

"Uma morte súbita na cadeia deve ser seguida de inquérito imediato, rápido, imparcial, preciso e transparente, a ser conduzido por um órgão independente a fim de apurar a causa", declarou Rupert Colville, porta-voz do ACDH-Alto-Comissariado dos Direitos do Homem.

Colville sublinhou ainda que "as condições da detenção" de Morsi, o primeiro presidente democraticamente eleito da história do Egipto, que desde 2013 estava detido, tinham já sido motivo de "preocupação".

Há um ano, uma comissão britânica independente, dirigida pelo deputado conservador Crispin Blunt, tinha denunciado que o prisioneiro "era mantido em isolamento 23 horas por dia, o que agravava a diabete, a insuficiência renal e a hipertensão de que sofria o ex-presidente" segundo o referido porta-voz do ACDH.

No caso da morte repentina, esta segunda-feira em tribunal, dado que "o antigo presidente Mohammed Morsi estava sob responsabilidade das autoridades egípcias no momento da sua morte, o Estado tem de apurar se ele estava a ser tratado com dignidade e se o seu direito à vida e a receber cuidados adequados estava a ser respeitado", explicou o porta-voz desse organismo das Nações Unidas.

A secundar a ONU, também as ONG Amnistia Internacional e HRW-Observatório dos Direitos Humanos, bem como o deputado referido, Crispin Blunt, exortaram as autoridades egípcias a permitir uma investigação independente à morte de Morsi aos 67 anos e após quase seis anos de detenção.

A presidência de Morsi — o 6º presidente da República Árabe do Egipto, declarada em 23 de julho de 1952 com a deposição do rei Faruk e a abolição da monarquia e da aristocracia no Egipto e no Sudão, bem como, a retirada dos britânicos que mantinham o multimilenar país dos faraós sob tutela — é a mais curta, com apenas um ano e 120 dias enquanto a mais longa, a do seu predecessor Hosni Mubarak, o único ex-presidente vivo, durou quase trinta anos.

Fontes: Washington /AP/Reuters. Foto (AFP):

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