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Óbito: Cantora Titina Rodrigues faleceu hoje em Portugal 06 Maio 2022

A cantora cabo-verdiana de mornas e coladeiras Titina Rodrigues faleceu hoje de madrugada, aos 75 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada.

Óbito: Cantora Titina Rodrigues faleceu hoje em Portugal

A notícia foi dada pela também cantora e amiga Ana Firmino numa publicação nas redes sociais e confirmada depois à Imprensa, através do jornal online MindelInsite.

Ana Firmino, que considerou ser uma “grande perda para Cabo Verde”, disse que Titina Rodrigues se encontrava “muito doente”, em coma, e faleceu na madrugada desta sexta-feira, em Lisboa (Portugal).

A cantora natural de São Vicente e cujo verdadeiro nome era Albertina Alice dos Santos Rodrigues Oliveira de Almeida, tinha agora 75 anos, mas, desde cedo começou a cantar e considerava que Deus lhe deu uma oportunidade e uma felicidade de poder cantar e aprender com um dos maiores compositores do país do género da morna, B. Léza.

Titina Rodrigues fez estas declarações à Inforpress por ocasião da sua passagem pela Cidade da Praia, em 2018, onde foi homenageada pela Sociedade Cabo-verdiana de Autores (SOCA), pelo contributo que deu à música cabo-verdiana.

A “menininha de B.Léza”, como era tratada carinhosamente pelo compositor, recorda que aos seis anos de idade frequentava a casa do B.Léza para aprender a ler, mas aos poucos ganhou paixão pela música, tendo feito a sua primeira actuação em público aos 12 anos.

Em finais da década de 1970, gravou um EP com acompanhamento do grupo Voz de Cabo Verde e arranjos de Paulino Vieira. E, cerca de uma década depois, saiu o EP “Titina Canta B.Léza”, em que a cantora interpretava unicamente músicas deste compositor. Este álbum foi reeditado em LP e depois mais duas vezes em CD.

A cantora participou ainda nos discos “Cabo Verde canta a CPLP”, “Músicas de Intervenção Cabo-verdiana e Lisboa nos Cantares Cabo-verdianos”, projectos temáticos de Alberto Rui Machado que, em 2008, produziu o CD que Titina lançou com o título “Destino Cruel”.

Em 1991, a cantora fez uma participação na série televisiva “Por Mares nunca dantes navegados”, do realizador Carlos Avilez para a RTP. Participou ainda no programa “A língua viva” (2001) da RTP, dirigido aos PALOP com o objectivo de ensinar a língua portuguesa.

No teatro, em 1996, participou em “O Último baile do Império” uma produção da companhia portuguesa A Barraca, com encenação de Maria do Céu Guerra, a parte de texto do brasileiro Josué Montello.

A Semana com Inforpress

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