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Morreu cantora Celina Pereira: Presidente da República afirmou que o país perdeu uma das suas maiores embaixadoras e entusiastas da sua cultura 18 Dezembro 2020

O Presidente da República manifestou “tristeza” pelo falecimento, esta quinta-feira,17, em Lisboa, da cantora Celina Pereira. Jorge Carlos Fonseca considerou que Cabo Verde perdeu uma das suas “maiores embaixadoras e entusiastas” da sua cultura.

Morreu cantora  Celina Pereira: Presidente da República afirmou que o país perdeu uma das suas maiores embaixadoras e entusiastas da sua cultura

Segundo à Inforpress, numa publicação na sua página na rede social (Facebook), o chefe de Estado classificou Celina Pereira como alguém que “deu tudo pelo seu País” e que deixa “o espelho de uma vida exemplar e abnegada, comprometida com as suas raízes, com a sua identidade”.

“Os tons de uma terra trazida em olhos verdes e cintilantes, que viram mundos novos, mas que buscaram, em cada canto, o vento cálido e o tom sereno das dunas da sua Boa Vista; o sorriso de meninos, da estória…estória, ao som de um bordão, e correndo, livres, buscando o sonho, pelo Arquipélago das Maravilhas”, escreveu Jorge Carlos Fonseca.

Para além de cantora, o chefe de Estado recordou que Celina Pereira passa à história como uma “verdadeira embaixadora” da cultura de Cabo Verde, promovendo-a e divulgando-a, através das estórias tradicionais que contava, um pouco por todo o lado.

“Era uma artista no sentido mais lato da palavra e uma figura que se tornou um ícone de Cabo Verde: culta, poliglota, viajada, amiga, solidária, sempre interessada nos assuntos do seu país”, acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca referiu ainda que Celina Pereira era “universal e carismática, altiva e conversadora, como o são todas as figuras capazes de renovar o oxigénio dentro de uma sala”.

“O seu trabalho extrapolou o espaço da comunidade cabo-verdiana. Percorria escolas secundárias de Portugal, onde se radicara, museus e outros espaços públicos e privados, para onde era convidada para falar de Cabo Verde”, completou.

Natural da ilha da Boa Vista, sobrinha de Aristides Pereira, primeiro Presidente de Cabo Verde, Celina Pereira viu o seu primeiro ‘single’ “Bobista, Nha Terra/Oh, Boy!”, editado em 1979, mas só em 1986 lançou o primeiro disco “Força di Cretcheu” (Força do Meu Amor), que inclui histórias e cantigas de roda, brincadeira, casamento e trabalho.

Seguiu-se depois “Estória, Estória… No Arquipélago das Maravilhas” (1990), “Nós Tradição” (1993), “Harpejos e Gorjeios” (1998) e “Estória, Estória… do Tambor a Blimundo” (2004).

Em 2003, Celina Pereira foi condecorada com a medalha de mérito – grau comendadora – pelo Presidente português, Jorge Sampaio, pelo trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.

Vida e obra da artista

A cantora cabo-verdiana Celina Pereira morreu, quinta-feira, 17, em Lisboa, onde residia, vítima de doença, confirmou o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, que definiu Celina Pereira como um “grande vulto da cultura cabo-verdiana” e uma “figura incontornável” não só da cultura, como artista de palco, mas também como investigadora.

“É alguém que, ligando a diáspora a Cabo Verde, tinha uma ligação muito especial com Cabo Verde, com a Boa Vista e com São Vicente, mas uma pessoa que se notabilizou pela forma pedagógica, pela sua entrega à causa cabo-verdiana, também como escritora e como amante da cultura total cabo-verdiana”, prosseguiu segundoa a Inforpress.

Para o titular da pasta da Cultura, Celina Pereira encarnava o espírito não só da diáspora, mas também da imigração cabo-verdiana e da eterna ligação da diáspora com as raízes no país.

Abraão Vicente sublinhou que Cabo Verde perdeu a primeira pessoa que verbalizou a ideia de se candidatar o género musical morna a Património Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o que aconteceu há precisamente um ano.

Natural da ilha da Boa Vista, sobrinha de Aristides Pereira, primeiro Presidente de Cabo Verde, Celina Pereira viu o seu primeiro ‘single’ “Bobista, Nha Terra/Oh, Boy!”, editado em 1979, mas só em 1986 lançou o primeiro disco “Força di Cretcheu” (Força do Meu Amor), que inclui histórias e cantigas de roda, brincadeira, casamento e trabalho.

Seguiu-se depois “Estória, Estória… No Arquipélago das Maravilhas” (1990), “Nós Tradição” (1993), “Harpejos e Gorjeios” (1998) e “Estória, Estória… do Tambor a Blimundo” (2004).

Segundo ainda a Inforpress, em 2003, Celina Pereira foi condecorada com a medalha de mérito – grau comendadora – pelo Presidente português, Jorge Sampaio, pelo trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.

Em 2014 foi galardoada com o Prémio Carreira na 4.ª edição do Cabo Verde Music Awards (CVMA).

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