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Óbito/Gorbachev: PR de Cabo Verde destaca “homem que mexeu com as placas tetónicas da geopolítica mundial” 31 Agosto 2022

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, destacou hoje Mikhail Gorbachev como o “homem que mexeu com as placas tectónicas da geopolítica mundial” e considerou que faleceu “um dos últimos políticos do Século XX”.

Óbito/Gorbachev: PR de Cabo Verde destaca “homem que mexeu com as placas tetónicas da geopolítica mundial”

“Mikhail Gorbachev, o homem que mexeu com as placas tectónicas da geopolítica mundial e foi devorado pelos consequentes movimentos sísmicos que levaram à queda do Muro de Berlim e ao fim do PCUS e da URSS”, escreveu o chefe de Estado cabo-verdiano na sua página pessoal no Facebook.

Para Neves, quando as reformas tardam e os pilares do sistema apodrecem, as tentativas de mudanças acabam por criar fissuras que destroem os edifícios e as obras humanas.

“Sem dúvidas, falece agora um dos últimos políticos do Século XX. Que honremos a memória deste grande vulto da história da humanidade”, terminou.

Mikhail Gorbachev, o último líder da antiga União Soviética, morreu na terça-feira aos 91 anos de idade.

Segundo as informações iniciais, Gorbachev será enterrado no cemitério Novodevichy, em Moscovo, onde se encontram os restos mortais de figuras importantes da História russa, assim como o túmulo da sua mulher, Raísa.

O antigo chefe de Estado vivia longe dos holofotes dos ‘media’ há anos, devido a problemas de saúde.

Como último líder da União Soviética, travou uma batalha perdida para salvar um império fragilizado, mas produziu reformas extraordinárias que levaram ao fim da Guerra Fria.

O antigo secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), entre 1985 e 1991, desencadeou uma série de mudanças que resultaram no colapso do Estado soviético autoritário, na libertação das nações do leste europeu do domínio russo e no fim de décadas de confronto nuclear Leste-Oeste.

Gorbachev ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1990 pelo seu papel no fim da Guerra Fria e passou os seus últimos anos a colecionar elogios e honras em todo o mundo, contrariando a visão da Rússia, onde era desprezado.

A Semana com Lusa

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