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Ocean Race: Sanvicentinos recebem primeiro veleiro com chuva de palmas em plena madrugada 21 Janeiro 2023

Largas centenas de sanvicentinos foram estoicos e entraram madrugada fora para receber, com uma chuva de palmas, no Porto Grande do Mindelo, o primeiro veleiro da regata Ocean Race, o Holcim PRB, que atracou a 01:30 de hoje.

Ocean Race: Sanvicentinos recebem primeiro veleiro com chuva de palmas em plena madrugada

A organização informou que o veleiro suíço, da categoria IMOCA 60, cortou a meta, algures num ponto entre o ilhéu dos Pássaros e o cais acostável, à 01:01:59 segundos de hoje, e que de Alicante (Espanha) a São Vicente cumpriu o percurso em cinco dias, 11 horas, um minuto e 59 segundos, sendo que a previsão aponta para as 04:00 como hora de chegada do segundo veleiro, o 11th Hour Racing.

O veleiro vencedor da etapa Alicante-São Vicente conta uma tripulação de sete marinheiros, dois dos quais da Grã-Bretanha, três da França, um da Nova Zelândia e um outro da Alemanha, e juntos participaram oito vezes no Ocean Race, com uma vitória.

Entre aqueles que aguardavam a chegada do veleiro encontrava-se o ministro do Mar, Abraão Vicente, que classificou o momento de “alto”, já que Mindelo volta a receber “um grande evento” de cariz mundial.

Sem dúvida, a Fórmula 1 do desporto de vela, e chega ao Mindelo hoje aquilo que queremos que seja o início de uma nova largada da centralidade de São Vicente dentro daquilo que é a sua posição geoestratégica para o mundo”, declarou à Inforpress o também ministro da Cultura e das Industrias Criativas, momentos após a chegada do veleiro suíço Holcim PRB.

A pretensão do Governo, di-lo o ministro, é devolver aquilo que Mindelo representou na era do carvão e na era do relançamento da construção da cidade.

E é maravilhoso perceber que o povo de São Vicente compreendeu o significado daquilo que pretendemos com uma etapa do Ocean Race na ilha e está aqui, apesar de hora muito tardia, de muita gente ter ido para casa, mas temos uma moldura humana extraordinária, o que dá para ver que esta é uma aposta ganha”, sintetizou Abraão Vicente.

Com um ano de atraso devido à pandemia da covid-19, a edição 2023 do Ocean Race, disputada de quatro em quatro anos desde 1973, principiou no passado domingo, 15, em Alicante (Espanha), e termina no dia 01 de julho, em Génova (Itália).

Contando com Mindelo, a regata terá sete etapas e 32 mil milhas náuticas (60 mil quilómetros), que atravessam quatro oceanos, quatro continentes e passam por nove cidades.

Na terceira etapa, os velejadores vão fazer uma travessia recorde de 12.750 milhas náuticas (24 mil quilómetros), com a duração de um mês, entre a Cidade do Cabo (África do Sul) e Itajaí (Brasil), através dos mares do Pacífico Sul, e com passagem pelo Cabo da Boa Esperança e Cabo Horn, conhecido como o ‘fim do mundo’.

A prova é disputada pelos veleiros das categorias IMOCA 60 (18,3 metros) e VO65 (20 metros), sendo que os primeiros têm uma tripulação de cinco elementos, em barcos considerados “extremamente bem preparados e bastante rápidos”.

As embarcações da categoria VO65, por seu lado, são todas iguais, estiveram presentes nas duas últimas duas edições da prova, e têm sete tripulantes cada

Segundo apurou a Inforpress, o percurso mais longo será feito apenas pelos super-veleiros IMOCA 60, concebidos especialmente para grandes travessias no oceano, e os veleiros da classe VO65 vão fazer apenas a primeira etapa Alicante-Mindelo e as duas últimas regatas: Aarhus-Haia e Haia-Genóva.

Todos os barcos que participam nesta volta ao mundo levam equipamento para recolher dados para investigação sobre o estado dos oceanos. As Semana com Inforpress

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