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Ocean Race/São Vicente: “Estar aqui pela primeira vez e ter ganhado a etapa será recordação e tanto” – velejador 21 Janeiro 2023

O velejador Kevin Escoffier lidera a equipa vencedora da primeira etapa da regata Ocena Race, concluída hoje, no Mindelo, e disse estar ansioso por conhecer mais de Cabo Verde embora já tenha a vitória como “a maior recordação”.

Ocean Race/São Vicente: “Estar aqui pela primeira vez e ter ganhado a etapa será recordação e tanto” – velejador

O velejador Kevin Escoffier lidera a equipa vencedora da primeira etapa da regata Ocena Race, concluída hoje, no Mindelo, e disse estar ansioso por conhecer mais de Cabo Verde embora já tenha a vitória como “a maior recordação”.

Kevin e mais outros quatro elementos, três homens e uma mulher, compõem a equipa da Holcim-PRB, o primeiro veleiro da categoria IMOCA a cruzar a meta a 01:30 de madrugada de hoje, depois de uma travessia de cerca de cinco dias e meio, desde Alicante (Espanha), onde a maior regata do mundo partiu no último domingo, 15.

Triunfo, que não é novidade para este francês, “veterano” da Ocean Race, e já com conquistas na prova, primeiro lugar em 2017 e terceiro em 2014 mas que, como disse à Inforpress, teve um “sabor especial” depois de terem experimentado algumas avarias na embarcação.

Algo superado num trajecto que Kevin Escoffier considerou ter sido “muito rápido” e auxiliado pelo “vento forte” a favor sentido no mar do Mediterrâneo, após a passagem pelo estreito de Gibraltar.

O velejador foi abordado pela Inforpress ainda a saborear as primeiras horas de terra firme e a ter as primeiras impressões de Cabo Verde, que conhece apenas de longe, depois de, em 2005, ter passado pelas suas águas numa das suas travessias pelo Atlântico.

“Mas também conheço Cabo Verde pelos desportos náuticos, windsurf, skitesurf, trekking (caminhadas) e pelas bonitas praias, pelas pessoas gentis e estar aqui pela primeira vez e ter ganho esta primeira etapa será uma recordação e tanto”, lançou.

Agora quer “conhecer mais e mais desta terra magnífica”, que, acredita, poderá marcar mais uma “etapa boa” desta corrida, pela qual tem vivido há vários anos.

Aliás, Kevin Escoffier garantiu ser a Ocean Race a “conjugação ideal” de tudo que mais adora, estar sob a água do mar, manobrar barcos e também a competição.

“Esta é a minha profissão, a minha paixão e que não troco por nada”, asseverou o velejador, que disse ter também uma equipa “muito competente” para o auxiliar.

Quanto à possibilidade de voltar a vencer a regata no final, Kevin Escoffier afirmou querer viver cada etapa de cada vez, usar o oceano e seu favor e aproveitar os pequenos momentos vividos em terra firme.

Pelo caminho, promete “cuidar sempre” da sustentabilidade dos oceanos e dos seres que nele habitam, tubarões, baleias e peixes, vigiados por uma câmara térmica, acoplada ao veleiro, que permite os detectar e não correr o risco de os “atropelar”.

Com um ano de atraso devido à pandemia da covid-19, a edição 2023 do Ocean Race, disputada de quatro em quatro anos desde 1973, principiou no passado domingo, 15, em Alicante (Espanha), e termina no dia 01 de Julho, em Génova (Itália).

Contando com Mindelo, a regata terá sete etapas e 32 mil milhas náuticas (60 mil quilómetros), que atravessam quatro oceanos, quatro continentes e passam por nove cidades.

Na terceira etapa, os velejadores vão fazer uma travessia recorde de 12.750 milhas náuticas (24 mil quilómetros), com a duração de um mês, entre a Cidade do Cabo (África do Sul) e Itajaí (Brasil), através dos mares do Pacífico Sul, e com passagem pelo Cabo da Boa Esperança e Cabo Horn, conhecido como o ‘fim do mundo’.

A prova é disputada pelos veleiros das categorias IMOCA 60 (18,3 metros) e VO65 (20 metros), sendo que os primeiros têm uma tripulação de cinco elementos, em barcos considerados “extremamente bem preparados e bastante rápidos”.

As embarcações da categoria VO65, por seu lado, são todas iguais, estiveram presentes nas duas últimas duas edições da prova, e têm sete tripulantes cada

Segundo apurou a Inforpress, o percurso mais longo será feito apenas pelos super-veleiros IMOCA 60, concebidos especialmente para grandes travessias no oceano, e os veleiros da classe VO65 vão fazer apenas a primeira etapa Alicante-Mindelo e as duas últimas regatas: Aarhus-Haia e Haia-Genóva.

Todos os barcos que participam nesta volta ao mundo levam equipamento para recolher dados para investigação sobre o estado dos oceanos. A Semana com Inforpress

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