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Olavo Correia diz que Banco Mundial é um “parceiro forte” na sustentabilidade da economia de Cabo Verde 13 Fevereiro 2019

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, destacou hoje o apoio do Banco Mundial nos principais processos de sustentabilidade da economia cabo-verdiana, colocando enfoque na resolução do problema dos transportes aéreos e marítimos no país.

Olavo Correia diz que Banco Mundial é um “parceiro forte” na sustentabilidade da economia de Cabo Verde

A Semana com Inforpress

“O Banco Mundial tem sido um parceiro forte de Cabo Verde a nível dos transportes. Neste momento estamos a ultimar o processo da privatização da TACV, mas também em relação a concessão dos transportes marítimos”, explicou Olavo Correia, para quem, o Governo está empenhado em dar ao país um bom sistema de transportes, apesar da complexidade que o sector apresenta.

O governante fez estas considerações em declarações à imprensa esta terça-feira, à margem do encontro para a revisão conjunta da carteira de projectos financiados pelo Banco Mundial (BM) em Cabo Verde, que aconteceu na Cidade da Praia.

Referiu que a companhia aérea TACV está num processo de indeminizações e reforma, como também toda a assessoria para que se possa tomar decisões qualificadas, contando com o suporte técnico do BM.

Conforme realçou, o importante é concluir os dois processos, para dar ao país um bom sistema de transportes marítimos, “regular fiável e seguro”, unificando todas as ilhas, mas também um bom sistema de transportes aéreos, “uma empresa que seja sólida e sustentável financeiramente”.

“Nós fizemos um financiamento de 15 milhões de euros, um empréstimo de ponte e vamos agora poder utilizar esses recursos do Banco Mundial para finalizar essa operação”, atestou, perspectivando a criação de um quadro para que o BM reforce seu apoio a Cabo Verde.

Avaliando o estado dos projectos financiados pela entidade financeira internacional, Olavo Correia precisou que o Executivo está a cumprir com resultados a serem reportados, admitindo, entretanto, a necessidade de se aumentar a velocidade de alguns projectos.

“Basicamente, o que importa hoje é nós analisarmos o futuro, que tem a ver com uma aposta clara no conhecimento, na colectividade do nosso país, mas também no reforço da nossa resiliência” salientou.

Quanto ao financiamento das micro, médias e pequenas empresas, o governante avançou a existência de uma garantia parcial de 10 milhões de dólares, que já está numa fase avançada, admitindo para breve o início desse investimento.

Este processo, realçou, vai facilitar o acesso ao financiamento para as micro, pequenas e médias empresas, com o contributo do Governo na criação de oportunidades.

“Nós queremos que os empresários das micro empresas se tornem pequenos amanhã e, depois de amanhã médios, para que no futuro se tornarem grandes empresários”, argumentou.

O encontro para a revisão conjunta da carteira de projectos financiados pelo Banco Mundial em Cabo Verde é uma iniciativa do Governo, que contou também com a participação da directora de Operações para Cabo Verde do referido banco.

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