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Operação “Voo da Águia” conhece reviravolta: Zé Pote quer que Zany seja julgada por “falso testemunho” 05 Outubro 2018

O caso Operação “Voo da Águia” volta à ribalta na segunda-feira, 08, no Tribunal da Praia, desta feita para uma ACP requerida pela defesa de Zé Pote que quer um despacho de pronúncia para que Zany Filomeno seja julgada “por falso testemunho”.

Operação “Voo da Águia” conhece reviravolta: Zé Pote quer que Zany seja julgada por “falso testemunho”

Informações fornecidas à Inforpress por fontes judiciais explicam que com esta Audiência Contraditória Preliminar (ACP) a defesa de José Arlindo Varela Semedo (Zé Pote) quer um despacho de pronúncia para que o processo que interpôs contra Zany Filomeno, por crimes de denúncia falsa, calúnia e difamação durante o seu depoimento no julgamento do processo “caso de droga no Sal” que o condenou a 19 anos de prisão, em Outubro de 2006, e arquivada em Julho deste ano pelo Ministério Público vá a julgamento.

De acordo com a fonte da Inforpress, caso Zany Filomento for condenada, a defesa de Zé Pote pretende usar a sentença final para interpor um recurso extraordinário para anular a condenação de Outubro de 2006, uma vez que não é mais possível um recurso ordinária, porque o processo já transitou em julgado.

Durante o julgamento deste caso, também conhecido por “Voo da Águia”, na ilha do Sal, que as declarações de Zany Filomeno foram peças importantes no processo que levou à condenação de cinco arguidos, entre eles Zé Pote, acusados pelo Ministério Público de envolvimento no crime de tráfico de droga, associação criminosa e lavagem de capital.

Entretanto, no requerimento de ACP a defesa de Zé Pote afirma que Zany Filomeno admitiu em carta publicada no jornal “A Nação” que as declarações prestadas em julgamento “são falsas porque não correspondem a verdade” e que “prestou-as por ter sido induzida a fazê-las”.

Segundo a mesma fonte, além do julgamento de Zany Filomeno por crime de falsidade a defesa de Zé Pote quer ainda que a audição com o testemunho de outros envolvidos neste processo, nomeadamente Lígia Furtado, José Jorge, José Veiga (Tigana), António Tavares (Naiss) e Vasco Miranda.

O julgamento do caso “Voo de Águia” iniciou a 18 de Abril de 2006 e, para além dos 13 arguidos, foram também ouvidas 18 testemunhas, quatro das quais agentes da Polícia Judiciária (PJ).

Os 13 arguidos, homens e mulheres, foram acusados de tráfico de droga e associação criminosa.

Em Julho de 2004, a PJ deteve dez pessoas nos aeroportos de São Vicente e da Praia (sete no Mindelo e três na Praia) na posse de quantidades variáveis de droga que totalizaram 202 quilogramas.

Nalgumas malas contendo a cocaína foram encontrados pacotes com o carimbo de uma águia, daí a designação de “Operação Voo da Águia”, refere a Infoprpress.

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