Presidenciais 2021

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Os grandes derrotados 18 Outubro 2021

Além de Carlos Veiga vencido pela terceira vez nas presidenciais, o governo de Ulisses Correia e Silva, o MpD e a UCD de António Monteiro que apoiaram a candidatura de Kalu surgem como os grandes derrotados no pleito eleitoral de 17 de outubro, em que José Maria Neves saiu eleito com 51,5 % como novo Chefe de Estado de Cabo Verde, logo na primeira volta. Os outros perdedores dessas eleições foram os restantes candidatos presidenciais: Casimiro de Pina, Fernando Delgado, Hélio Saches, Gilson Alves e Joaquim Monteiro.

Os grandes derrotados

Carlos Veiga - Recordista da derrota

No rescaldo das eleições presidenciais, destaca-se, segundo observadores atentos, Carlos Veiga, ex-Primeiro-ministro de Cabo Verde, que se consagra como o recordista de derrotas. Com o pleito eleitoral do último domingo, Veiga soma terceira derrota: duas com Pedro Pires em 2001 e 2006 e agora como José Maria Neves. Todos apoiados pelo PAICV, que é formação da Esquerda. O desgaste de Veiga era tal que nem a mudança de nome (Kalu) e a designação como «pai da democracia» serviram para evitar a sua derrota estrondosa nas eleições de 17 de outubro. CV tem que se conformar com a vontade popular e se reconciliar com a história. Ficou, no entanto, bem na fita com o seu discurso com alto sentido de estado na noite da derrota eleitoral.

Governo – Cartão amarelo de alerta

O atual governo chegiado por Ulisses Correia foi um dos grandes derrotados das eleições presidenciais de 17 de outubro. De nada serviram a investida descontrolada do Primeiro-ministro, ministros, directores de empresas e chefes de serviços centrais e desconcertados do estado na campanha eleitoral de Carlos Veiga. Tudo com o uso descarado de recursos públicos, principalmente viaturas do estado – vários carros com a chapa amarela foram vistos nos contatos porta-a-porta e nos locais de comícios de Kalú, apesar das denúncias feitas sobretudo pela candidatura de José Maria Neves. Mas o povo, que sempre tem a razão, resolveu dar uma grande resposta-lição nas urnas, apresentando um cartão amarelo ao Governo de Ulisses Correia e Silva, chumbando o candidato Carlos Veiga.

MpD – Força política derrotada

O partido no poder, MpD, foi a força política derrotada nas presidenciais do último domingo. Apesar do uso abusivo dos meios públicos, o movimento ventoinha não conseguiu evitar a derrota de Carlos Veiga. Este perdeu feio nos três círculos eleitorais da diáspora e nos seis maiores do país – ganhou somente nos com menos expressão eleitoral: Sal, São Nicolau, Maio e Brava.

UCID – Líder António Monteiro humilhado nas urnas

Um outro grande derrotado das eleições de 17 de outurbo foi o ainda líder da UCID, António Monteiro. É que o contestado acordo feito alegadamente pelo partido para apoiar Carlos Veiga em São não surtiu nenhum efeito – José Maria Neves derrotou Veiga com MpD e UCID com o seu líder. Tudo, segundo rumores, em troca de milhares de contos e um cargo no estado caso Carlos Veiga vencesse. Como consequência, muitos dirigentes e militantes da UCID reprovaram e desrespeitam essa orientação política do partido e envolveram-se na campanha de José Maria Neves – uns devolveram cartão de militante. Agora António Monteiro é um líder em desconstrução – fala-se já na necessidade de uma alternativa interna firme e responsável, no estilo do antigo presidente histórico Lídio Silva, que pode surgir a qualquer momento. Com dizem analistas locais, António Monteiro saiu, com a derrota nas horas, humilhado e desautorizado pelas bases da UCID das eleições de 17 de outubro.

Presidenciáveis perdedores

Além de Carlos Veiga, registou-se ainda outros perdedores nas eleições do último domingo em Cabo Verde. São os casos dos candidatos Casimiro de Pina, Fernando Rocha, Hélio Saches, Gilson Alves e Jaime Monteiro. Esses cinco presidenciais sequer atingiram, em conjunto 5% de voto.

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