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Os terrestres terão iguais no universo, mas a 3 mil milhões de anos-luz de distância — Cientistas inspirados em Hawking captam sinais 12 Setembro 2018

A distância é fator fundamental do desencontro entre os humanos do planeta Terra e os quiçá seres inteligentes que hipoteticamente estão na origem dos sinais analisados por cientistas do programa que procura vida inteligente pelo Universo.

Os terrestres terão iguais no universo, mas a 3 mil milhões de anos-luz de distância — Cientistas inspirados em Hawking captam sinais

O gigantesco telescópio da foto capta explosões rápidas de rádio (FRBs), que são impulsos velozes e brilhantes, com origem desconhecida.

Os sinais foram captados pelo Green Bank Telescope, um gigantesco telescópio, instalado na Zona Nacional de Rádio Silenciosa dos EUA, onde são proibidos sinais de comunicações sem fios, de modo a evitar interferências com o maior instrumento óptico do mundo.

O telescópio é tão sensível que consegue detectar ondas de rádio emitidas milissegundos depois da criação do universo. Só que, dada a distância, chegarão à Terra, até nós, triliões de anos-luz depois.

Um ano-luz mede a distância que a luz atravessando o vácuo leva a chegar à terra, a uma velocidade constante de 335.307,6 km por segundo (19,8 milhões km por minuto, 1206 milhões km/h, 28,8 mil milhões km por dia e 10 519 biliões por ano).

A essa velocidade, a luz do nosso astro, o Sol, distante 150 milhões de km, demora 447,3 segundos (pouco mais de 7,4 minutos) a chegar à Terra.

O segundo astro mais próximo da Terra dista quatro anos-luz, o que dá 45 biliões de quilómetros de distância. Então, ao vê-lo estamos a vê-lo como era quatro anos antes.

3 mil milhões de anos-luz

Os cientistas do programa que busca vida inteligente extraterrestre, concebido por Stephen Hawking, analisaram os sinais captados. A sua conclusão é que os sinais provêm de uma fonte a 3 mil milhões de anos-luz, o que dá uma distância de muitos "zilhões" de quilómetros.

"A natureza do objeto que os emite é desconhecida. Existem várias teorias, incluindo que elas podem ser assinaturas da tecnologia desenvolvida por vida inteligente extraterrestre", disse uma fonte do SETI.

Um estudante de doutoramento pela Universidade da Califórnia em Berkeley, Gerry Zhang, desenvolveu o algoritmo usado para examinar os 400 terabytes de dados, no qual outro investigador já tinha identificado 21 FRBs.

"O trabalho de Gerry é entusiasmante não só porque nos ajuda a compreender o comportamento dinâmico dos sinais FRBs com mais detalhe, mas também por causa da promessa que mostra ao usar a aprendizagem de máquinas para detectar sinais perdidos por algoritmos clássicos", disse Andrew Siemion, investigador do SETI.

Em 2017 cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, sugeriram que os sinais FRBs podiam ser o resultado de falhas de energia de transmissores poderosos construídos por civilizações alienígenas, com o objetivo de enviar gigantes barcos à vela em viagens interestelares. Uma vela leve poderia permitir grandes velocidades a naves espaciais ao utilizar uma pequena quantidade de pressão exercida pela luz.

Fontes: Astrophysical Journal/ site do SETI/Le Monde/Físico Stephen Hawking morre aos 76 anos — deixa-nos o alerta: "Robôs podem destruir Humanidade", 14.3.2018

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