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PAICV critica penúria de água em Santiago Sul e diz que há localidades sem água há mais de 30 dias 14 Maio 2019

O Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (GP, PAICV) criticou hoje “a grave penúria de água” nos municípios de Santiago Sul, afirmando que há localidades sem água há mais de 20 a 30 dias.

PAICV critica penúria de água em Santiago Sul e diz que há localidades sem água há mais de 30 dias

Em conferência de imprensa, o deputado e porta-voz do GP do PAICV, Manuel Brito, disse que esta constatação sobre a falta de água aconteceu durante a visita ao círculo eleitoral de Santiago Sul que abarca os municípios da Praia, São Domingos e de Ribeira Grande de Santiago.

Segundo o político citado pela Inforpress, os moradores das localidades de Achada Lama e Moia-Moia, em São Domingos, bem como os de Salineiro, em Ribeira Grande, estão sem receber o precioso líquido nas suas casas há mais de 20/30 dias, havendo mesmo “casos extremos” de moradias sem água há mais de dois meses.

“É uma situação deveras crítica e que tem deixado a população indignada perante tamanho descaso das autoridades local e central. No caso, específico, de Achada Lama a comunidade reclama que a água está a menos de 1 km, ou seja, em Portal, localidade próxima, mas que, no entanto, os governos local e central não têm tido capacidade para levar esse líquido precioso à comunidade”, concretizou.

Manuel Brito afirmou que em Moia-Moia constataram também que, apesar de ter sido feito uma perfuração, a população reclama que está a consumir água sem qualidade.

“Exortamos os poderes local e central “a levarem a cabo os trâmites necessários para que haja água potável, em quantidade e qualidade suficientes, de forma a suprir as necessidades essenciais,” pediu o deputado do PAICV, acrescentando ainda que a falta de iluminação pública é outro problema que a Electra deve resolver “o mais rapidamente possível.”

Também em Salineiro na Ribeira Grande de Santiago, segundo a mesma fonte, a população está a viver uma penúria de água, que se estende à periferia da cidade da Praia, mais concretamente ao Bairro de Eugénio Lima.

A par disso, acrescentou, a falta de emprego público, nessas localidades, “tem condicionado sobremaneira a capacidade das populações honrarem os seus compromissos”, nomeadamente com os pagamentos “do transporte escolar e electricidade” havendo, neste momento, “um número significativo de famílias sem emprego, sem energia eléctrica e a subsistir num ambiente de completa desesperança”.

Para este deputado do PAICV, outro problema extensivo a todo o meio rural tem sido a ineficácia do Plano de Mitigação do mau ano agrícola. Afirmou que no município de Nossa Senhora da Luz, em São Domingos, a esta insatisfação acresce-se o falhanço na mobilização de água para a agricultura e a péssima situação da estrada que liga Milho Branco a essa Freguesia.

“É urgente que o Governo equacione, através do Ministério das Infraestruturas, a construção de uma estrada com melhor qualidade para os escoamentos dos produtos agrícolas e que permita a circulação das pessoas, com mais segurança e conforto”, pediu.

Manuel Brito afirmou ainda que em todos os municípios que visitaram há “uma franja elevada da população” que vive em casas, com tectos degradados e que a qualquer momento pode desabar “ocorrendo uma tragédia familiar.”

Para além disso citou como outros problemas “os sucessivos atrasos do transporte escolar” de algumas localidades de Nossa Senhora da Luz, que “têm tido impacto negativo no desempenho curricular dos alunos” e a “insatisfação da juventude para com a má política em São Domingos”.

Diante disso, o porta-voz do Grupo Parlamentar do PAICV questiona onde estão a felicidade prometida e os 45 mil empregos no horizonte da legislatura. Também questionou sobre as tarifas sociais de água e energia prometidas, durante as campanhas eleitorais, para as famílias de baixa renda.

O GP do PAICV quer saber também o porquê de todo este avolumar de reivindicações nestes municípios, perante a evidência de a Câmara Municipal de São Domingos receber 13,5 milhões de escudos e a de Ribeira Grande 17,4 milhões de escudos para combater o mau ano agrícola e ao desemprego.

“Qual é o destino que as câmaras municipais têm dado ao dinheiro do Programa de Reabilitação, Requalificação Urbana Reabilitação e Acessibilidades (PRAA) que não tem servido para resolver situações de tragédia eminente de várias famílias dos municípios supracitados,” perguntou Manuel Brito, sustentando que em São Domingos o dinheiro está a entrar, mas não está a ser bem aplicado. Tanto assim é que, acrescentou, os jovens já apelidaram o presidente dessa câmara de presidente de ‘tchapa tchapa’ (aquele que remeda as obras). C/Inforpress

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