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PAICV defende regionalização administrativa no quadro de “ampla reforma” do Estado 30 Mar�o 2021

A presidente do PAICV defendeu, hoje, a regionalização administrativa no âmbito de uma “ampla reforma” do Estado, na construção da base, que passa pela racionalização das estruturas, como a redução dos cargos governamentais e dos deputados nacionais.

 PAICV defende regionalização administrativa no quadro de “ampla reforma” do Estado

Janira Hopffer Almada fez este pronunciamento, na Cidade da Praia, num encontro com jornalistas, para a apresentação da plataforma eleitoral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) para as legislativas de 18 de Abril, numa das unidades hoteleiras, onde considerou ser necessária uma governação “transparente”, capacitada para “reduzir os desperdícios e os gastos supérfluos” do Estado.

Explicou que o slogan “Um Cabo Verde para todos” pressupõe, primeiramente, a construção das bases, visando o avanço para as mudanças estruturais e promoção do desenvolvimento de novos sectores industriais e de serviços, com o fito de avançar com a reforma do Estado para melhorar o desempenho e eficácia, assim como libertar recursos para serem investidos em sectores prioritários.

“Defendemos uma governação que chegue a todos e a todo o lado, por isso também defendemos a governação electrónica para que as respostas sejam mais rápidas e possam chegar a todo o lado”, sintetizou a candidata a primeira-ministra, para quem não é possível construir Cabo Verde para todos sem “forte investimento” no capital humano para o século XXI.

No quadro desta reforma, a líder das do PAICV chamou a atenção para a necessidade de uma nova abordagem nos sectores estratégicos de desenvolvimento, como a educação, a saúde, o mar, o turismo e as energias renováveis, reafirmando que os recursos públicos para o incremento e estímulo ao ensino têm de estar elencados à relevância das formações as áreas estratégicas.

Jurista de formação e advogada de profissão, Janira Hopffer Almada reconheceu que a situação da pandemia da covid-19 teve impactos na situação sanitária, económica e, consequentemente, social, razão pela qual disse “encarar este mundo novo”, a surgir como “momento único de oportunidades” para países insulares como Cabo Verde.

A este propósito, alertou para que nestes novos tempos, em que a pandemia obrigou a todos a adoptar novas metodologias, se deva transformar todas as dificuldades em oportunidades, afirmando ser importante fazer usos das potencialidades e virtualidades das tecnologias da informação e comunicação para melhorar as respostas e fazê-las chegar “o mais distante possível”.

“Um Cabo Verde para todos”, sublinhou, é o resultado de um trabalho “profundo e intenso, de grande proximidade” com o povo, desenvolvido nos cinco anos com o PAICV na oposição, alegando que o partido que dirige não só assumiu a fiscalização, como também se concentrou na apresentação de propostas alternativas, numa visão diferente da actual governação em sectores “fundamentais e determinantes”.

Nas legislativas do dia 18 de Abril para a eleição de 72 deputados, em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora) e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três. A Semana com Inforpress

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