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PAICV “muito preocupado” com os atrasos no recenseamento na diáspora 30 Dezembro 2020

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) mostra-se muito “preocupado” com os atrasos no recenseamento na Diáspora e pede que o Estado crie as condições para que os emigrantes se recenseiem.

PAICV “muito preocupado” com os atrasos no recenseamento na diáspora

A preocupação foi manifestada pela presidente do partido, Janira Hopffer Almada, depois de se ter reunido, por video-conferência, com as estruturas do partido da diáspora na Europa, África e nos Estados Unidos da América (EUA), segundo escreve a Inforpress.

“É importante que, neste novo contexto de pandemia, o trabalho prossiga, com as necessárias adaptações, sempre em prol do País. Para nós, a diáspora é uma dimensão fundamental da nação global que somos! Por isso mesmo, estamos muito preocupados com os atrasos no recenseamento um pouco por toda a nossa Diáspora”, escreveu Janira Hopffer Almada na página de rede social Facebook.

Janira Hopffer pede uma vez mais ao Governo que deixe de discursos e passe à prática, salientando que a diáspora cabo-verdiana merece o respeito também no momento de decisão.

“Se a Diáspora é importante para o nosso desenvolvimento, e é, ela também deve ser respeitada nos momentos de decisão! O emigrante cabo-verdiano tem o legítimo direito de votar, mas, para isso, ele precisa que o Estado lhe crie as condições para se recensear “realçou a presidente do principal partido da oposição.

Sabe-se ainda, que as eleições legislativas de 2021 em Cabo Verde ainda não têm data marcada, mas as mesmas têm de ocorrer entre o período que vai de 30 dias antes e 30 dias depois do termo do mandato dos deputados, o que quer dizer que teoricamente as mesmas devem acontecer entre 21 de Março e 20 de Maio de 2021.

De salientar que na segunda-feira, 28, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca reuniu o Conselho da República para a marcação da data, mas no final do encontro disse que ainda não tinha uma data definitiva para a realização do pleito, pelo que necessitava de mais uns dias para ponderar e marcar as legislativas articuladas com as presidenciais, respeitando as regras da constituição e do código eleitoral e levando em consideração algumas preocupações dos conselheiros.

“O atraso no recenseamento na Diáspora, sobretudo, devido ao confinamento por causa da pandemia, foi um dos argumentos apresentados pelos conselheiros e também na audição dos partidos políticos registados no Tribunal Constitucional e de outras entidades, que motivou Jorge Carlos Fonseca a essa ponderação”, diz a nossa fonte.

As datas, tanto das eleições legislativas como presidenciais, devem ser conhecidas nos próximos dias, conforme indicou o Chefe de Estado, que tem de anunciar a data até 70 dias antes do dia da votação.

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