POLÍTICA

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Legislativas 2021: PAICV prepara novo projeto político para o próximo ato eleitoral e escolhe Fernando Moeda como coordenador nacional 04 Dezembro 2020

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposiçao) decidiu, na última reunião da Comissão Política Nacional (CPN), escolher o seu membro Fernando Moeda como Coordenador Nacional das Legislativas de 2021, durante as qauis submeterá aos eleitores um novo projeto politco para a sociedade cabo-verdiana, que inclui amplas e profundas reformas do Estado. É que depois de conquistar 8 câmaras municipais nas últmas autárquicas em que cobriu de amarelo a maior região política do país - Praia, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago, a formação da esquerda liderada por Janira Hopffer Almada deliberou convocar, brevemente, o Conselho Nacional, órgão máximo entre os congressos, para traçar a estratégia geral para o pleito eleitoral que se avizinha e quer ganhar para governar melhor Cabo Verde.

 Legislativas 2021: PAICV prepara  novo projeto político para o próximo ato eleitoral e escolhe Fernando Moeda como coordenador nacional

Conforme o comunicado remeteido a este jornal, a escolha de Fernando Moeda parao cargo referido a alguns meses das Eleições Legislativas que ainda não foram marcadas, enquadra-se no âmbito de uma planificação do trabalho que já vinha sendo estruturada há algum tempo, pelo partido tambarina, com objetivos claros e metas concretas.

“Fernando Moeda, que é membro da Comissão Política Nacional e tem sido um trabalhador incansável com uma larga experiência acumulada no domínio político-partidário, tem assumido funções relevantes na máquina partidária”, diz o Partido, em comunicado, sublinhando que o PAICV sempre assumiu ter preparado as Eleições Autárquicas de 2020 de forma estratégica, e meticulosa, e com muita antecedência, trabalhando numa “profunda interpretação dos anseios e das expectativas” dos cabo-verdianos, e construindo uma “grande aliança com a Sociedade”.

Para o maior partido da ioposição em Cabo Verde, esse trabalho, aliado ao processo de reforço e dinamização das rstruturas partidárias, iniciado após as eleições de 2016, e à aposta na formação dos seus militantes, amigos e simpatizantes, esteve na base da apresentação de Propostas Alternativas nas Autárquicas de Outubro de 2020, que mereceram a escolha dos Cabo-verdianos, em vários Municípios, de entre os quais a Capital de Cabo Verde - Praia.

Novo projeto para sociedade com amplas reformas do Estado

Neste contexto e face aos “sinais de desgaste” da atual governação e a par dos desafios que o país enfrenta, o partido da independência pretende apresentar-se às Eleições Legislativas de 2021 com uma Plataforma alargada e com uma opção clara de um Projeto de sociedade que coloque os interesses de Cabo Verde em primeiro lugar e no qual todos se revejam.

“Com efeito, apesar de toda a propaganda e de uma custosa operação de marketing, a vida dos cabo-verdianos não melhorou, e sectores estratégicos de desenvolvimento ou recuaram ou estagnaram. E não melhorou, porque o País não teve um ambiente de segurança, e a tranquilidade não reinou; as pessoas não tiveram nem mais, nem melhor acesso a saúde, tendo de enfrentar a falta de respostas constantes e até a ruptura de medicamentos; Os agricultores não tiveram o apoio que necessitavam, depois de três anos de seca consecutivos; Os pescadores não conseguiram sentir investimentos para os ajudar a aumentar a captura nas pescas e a melhorar os seus rendimentos; Os Jovens não conseguiram ter os milhares de empregos dignos prometidos e, muito menos, aceder à função pública por concurso, por mérito e competência; A habitação condigna continuou a ser uma miragem”, aponta o PAICV, em comunicado.

Conforme a mesma formação da esquera do arco do poder, Cabo Verde deveria dar o salto que os cabo-verdianos desejariam durante estes cinco anos de governação, com as várias reformas projetadas. “O País não melhorou, com a atual governação, porque passado essse tempo a Reforma da Administração Pública não avançou; A Reforma do Sistema Educativo não foi implementada; A Reforma Fiscal é inexistente; A Reforma Eleitoral continuou à espera de melhores dias; AReforma do Estado foi arquivada”, anuncia, apontando outras irregularidades cometidas nos negócios de dois “grandes dossiers” pelo Governo de Ulisses Correia e Silva, nomeadamente a venda dos TACV a “preço de rifa, por 48 mil contos, dos quais não se recebeu, ainda, nenhum tostão, deixando todas as dívidas da Empresa aos cabo-verdianos para pagarem; O estabelecimento de uma Concessão, nos Transportes Marítimos, excluindo os Armadores Nacionais, num processo absolutamente questionável e com várias irregularidades e que o próprio Governo já se prepara para o renegociar”.

A pensar nisso e para preparar as próximas Eleições Legislativas, o Conselho Nacional do PAICV vai reunir-se proximamente, para, enquanto órgão máximo do partido entre os congressos, discutir com os dirigentes nacionais os caminhos a seguir, anuncia o comunicado da imprensa que vimos citando.

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