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PAICV quer que País diversifique a economia azul e verde para deixar a monocultura do turismo 21 Junho 2022

O líder do grupo parlamentar do PAICV considerou hoje que Cabo Verde precisa “urgentemente” diversificar a sua economia azul e verde para sair da monocultura do turismo, mediante “investimentos fortes” em sectores como agricultura, pescas e a industrialização.

PAICV quer que País diversifique a economia azul e verde para deixar a monocultura do turismo

Segundo a Inforpress, o líder do Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), João Baptista Pereira, que considerou que o tema “Economia azul, economia verde e desenvolvimento” une os partidos políticos cabo-verdianos, enalteceu a “convergência total”, mas referiu que o manancial de oportunidades que o mar oferece “não tem sido explorado convenientemente”.

“A nossa preocupação, seja em relação a economia azul, seja em relação a economia verde, é questionar o Governo, para vermos a quantas andamos em termos da economia azul, já que a Carta da Política do sector foi definida em 2015. Importa confrontar o Governo sobre os passos que o país está a dar para implementar a sua estratégia”, explicou Pereira, em conferência de imprensa, na Cidade da Praia.

Ao afirmar que o Governo tem “metas ambiciosas” relativamente à produção da electricidade através de fontes renováveis, João Baptista Pereira questiona os passos dados nos últimos sete anos, para se inteirar da projecção governamental de o País ter uma penetração a 100% de energias renováveis, em 2040, ou de mobilidade electrica, ou mesmo na mobilização da água para agricultura.

“Há uma convergência relativamente aos sectores da economia azul e da economia verde, como sendo fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, para que nós possamos diversificar e economia, criar mais empregos e reduzir a pobreza …”, ressalvou, observando, contudo, que os resultados não têm estado a ter reflexos na prática.

Neste particular, Pereira criticou “o problema de dados em Cabo Verde, porque não existe dados sobre a economia azul”, alegando que “ninguém sabe dizer qual a contribuição da economia azul ao nível do PIB”, face a “problemática da transparência, colocada, também pelos parceiros do desenvolvimento de Cabo Verde”, escreve a Inforpress.

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