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PJ prende rabi que ajudou Abramovich a virar português 12 Mar�o 2022

O líder da comunidade sefardita no Porto, o rabi David Litvak, foi detido no aeroporto Sá Carneiro prestes a embarcar para Israel com escala na Alemanha, pouco mais de um mês após a PGR anunciar o arranque da investigação sobre a concessão de nacionalidade ao milionário russo Abramovich. A detenção, segundo comunicado da PJ, foi antecipada dado o perigo de fuga que se confirmou nesta quinta-feira.

PJ prende rabi que ajudou Abramovich a virar português

A notícia em primeiro-mão no Jornal de Notícias, sediado no Porto — a capital nortenha que sedia uma comunidade judaica formada por 500 membros de 30 nacionalidades —, teve impacto na imprensa internacional ao longo do dia.

O rabi da sinagoga do Porto (foto) foi detido como suspeito de abuso de poder, no seu envolvimento no processo de concessão da nacionalidade portuguesa ao dono do clube inglês Chelsea.

A naturalização em abril último do empresário judeu-russo Abramovich — ao abrigo de uma lei recente que beneficia os judeus sefarditas descendentes dos que foram expulsos de Portugal há mais de meio milénio — suscitou reações internacionais adversas, entre elas a do opositor russo Alexei Navalny que, detido numa prisão do seu país, acusa Portugal de aceitar subornos para naturalizar Roman Abramovich (foto central).

O opositor político de Putin escreveu no Twitter que "Roman Abramovich encontrou finalmente um país onde pode pagar alguns subornos e fazer alguns pagamentos semioficiais e oficiais para [ter entrada] na União Europeia e na NATO".

Segundo o jornal Público, Abramovich teve "as suas ascendências sefarditas" reconhecidas pela Comissão de Certificação do Sefardismo da comunidade judaica portuguesa.

Essa certificação foi essencial para o processo, que deu entrada na Conservatória dos Registos Centrais, em Lisboa, e no Ministério da Justiça, a 16 de outubro de 2020 e ficou concluído a 30 de abril último.

Segundo Navalny, "o oligarca [Abramovich] mais próximo de Putin e uma das suas carteiras", entenda-se financiador, "finalmente conseguiu encontrar um país onde pode pagar alguns subornos e fazer alguns pagamentos semioficiais e oficiais para acabar na União Europeia e na NATO", escreveu o crítico do Kremlin num post na rede social Twitter.

Fontes: JN.pt/ Publico.pt/Times of Israel/Reuters/Twitter/. Relacionado: Portugal deu nacionalidade a Abramovich — Navalny acusa: "Portugueses carregam malas com dinheiro" de subornos, 28.dez.021; Justiça de Portugal investiga concessão de nacionalidade a Abramovich, 20.jan.022. Fotos (Getty/Reuters): David Litvak. Roman Abramovich. Alexei Navalny, em segundo plano.

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