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PM anuncia remodelação governamental: Em causa mudanças com a manutenção ou o alargamento da actual equipa 26 Maio 2017

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, admitiu, em entrevista de balanço da governação concedida, nesta quinta-feira,24, à Televisão e Rádio nacionais, fazer, dentro em breve, um reajuste no seu executivo, não obstante dizer que está satisfeito com o desempenho do Governo que formou há um ano. Mas o que se questiona entre a classe política é saber se Ulisses Correia e Silva irá fazer mudanças de ministros, mantendo ou ampliando a actual equipa governativa de 12 membros.

PM anuncia remodelação governamental: Em causa mudanças com a manutenção ou o alargamento da actual equipa

Para analistas nacionais, existem vários ministérios com desempenho menos positivos que devem ser remodelados. São, segundo eles, os casos da Economia e Emprego (José Gonçalves), da Cultura e Indústria Criativa (Abraão Vicente), dos Negócios Estrangeiros e Defesa ( Luís Filipe Tavares), da Infra-estruturas, Ordenamento de Território e Transportes (Eunice Silva), da Educação e da Família e Inclusão Social (Maritza Rosabal Peña), da Agricultura e Ambiente (Gilberto Silva), entre outros.

Mas, segundo dirigentes do MpD, a saída de alguns dos actuais ministros e de entrada de novos vai depender sobretudo da avaliação que o próprio chefe do Governo irá fazer sobre o desempenho de cada um deles.

Entre a classe política questiona-se, no entanto, se Ulisses Correia e Silva irá fazer mudanças em algumas Pastas, mantendo a actual estrutura do governo mais pequeno da histórica de Cabo Verde ou autonomizando algumas áreas, através da criação de novos ministérios ou de mais secretarias de Estado. Critica-se, por exemplo, os vários sectores concentrados num único Ministério da Economia e Emprego, a junção dos Negócios Estrangeiros com a Defesa e da Justiça com o Trabalho.

Posição do chefe do Governo

Entretanto, o primeiro-ministro afirma que o Governo “está a corresponder” às suas expectativas e tem sido um momento de “aprendizagem de relacionamento” entre sectores diferenciados, num sistema muito mais condensado e que permite uma “boa articulação”.

O primeiro-ministro fez estas revelações durante uma entrevista/ balanço do primeiro ano de governação concedida esta quarta-feira, 24, à Televisão e Rádio de Cabo Verde.

A experiência de um governo enxuto, de acordo com Ulisses Correia e Silva citado pela Inforpress, tem sido “boa porque cria um espírito de equipa, em primeiro lugar, e um espírito de compromisso e de partilha”.

“Fazemos conselhos de ministros onde todos os ministros sabem o que está a acontecer em cada um dos outros ministérios e pudemos ter uma convergência em termos de posição ”, precisou o chefe do Governo.
Segundo a mesma fonte, perguntado sobre que sector do Governo ou algum dos seus membros lhe tem tirado o sono, o PM respondeu nesses termos:“Nenhum sector e nem nenhum membro do Governo me tira sono. Só estamos ainda a começar a trabalhar”.

À pergunta se está satisfeito com a prestação de todos os seus ministros, disse que sim e que a “prestação tem sido boa”. Reconheceu que governar “não é fácil e não é só fazer discursos».

“É preciso agarrar muitas coisas ao mesmo tempo, é preciso resolver problemas do dia-a-dia, planear, motivar, saber priorizar e ter o sentido de perseverança”, realçou o primeiro-ministro que promete cumprir o que prometeu aos cabo-verdianos.

Ulisses Correia e Silva admite, porém, que as coisas “não são em linhas rectas” e que às vezes existem zonas “sinuosas”, mas que o importante é “não sair do foco”, que é conseguir uma “boa governação”. C/ Inforpress

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