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PM quer contar com sector privado para que Cabo Verde possa sair das crises mais resilientes 16 Junho 2022

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que o Governo quer contar com o sector privado para que Cabo Verde possa sair das crises mais resilientes, e prometeu um Estado parceiro e comprometido com sucessos das empresas.

PM quer contar com sector privado para que Cabo Verde possa sair das crises mais resilientes

O chefe do Governo, que discursava na abertura da quarta edição do Cabo Verde Investment Forum (CVIF), a decorrer na ilha do Sal, salientou que os anos de 2020 até à data têm representado “choques dramáticos” a nível mundial devido aos efeitos da pandemia da covid-19 e, mais recentemente, aos impactos da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Cabo Verde, conforme sublinhou, é dos 15 países do mundo mais impactados na economia pela pandemia e, apesar da guerra na Ucrânia estar a acontecer a mais de seis mil km de Cabo Verde, produz “impactos brutais” a nível dos preços da energia e dos produtos alimentares, num país fortemente dependente de importações.

Para fazer face ao contexto difícil, lembrou que fortes medidas de protecção sanitária, protecção do emprego, do rendimento e das empresas foram implementadas, tendo o Governo apostado também num programa de recuperação económica com “importantes estímulos e incentivos” ao sector privado.

“Medidas de contenção das pressões inflacionistas externas nos consumidores e nas empresas foram e estão a ser implementadas. Apesar das crises, há uma variável que se mantém forte: a confiança no país. Cabo Verde oferece estabilidade política e social, baixos riscos reputacionais, baixa corrupção e instituições credíveis”, disse convidando os empresários a investirem no país.

“Cabo Verde é uma democracia liberal, de referência em África e bem posicionada no mundo, uma nação com uma vasta diáspora, aberta ao mundo e um país com uma economia liberalizada. São bem-vindos aqueles que querem visitar Cabo Verde, investir em Cabo Verde e residir em Cabo Verde”, afirmou, declarando que o país tem uma estratégia de desenvolvimento, estando o Governo empenhado em reformas para executá-la.

Neste sentido, Ulisses Correia e Silva reiterou a sua confiança em como o país sairá das crises com “sentido estratégico claro” de tornar o país mais resiliente, menos vulnerável a choques externos e com uma economia mais diversificada.

“Contamos fortemente com o sector privado, com os investidores nacionais e estrangeiros, para construírem oportunidades, investirem, realizarem bons negócios e contribuírem, assim, para robustecer o crescimento económico do país e a criação de empregos. Terão sempre um Estado parceiro e interessado no vosso sucesso”, declarou.

O primeiro-ministro reforçou que o Governo está a construir um posicionamento forte de Cabo Verde como uma plataforma aérea, marítima e digital para a realização de investimentos, turismo, comércio e serviços, a nível da actividade financeira e da indústria.

O desenvolvimento do capital humano, a aceleração da transição energética, o compromisso climático e ambiental, a transformação digital e o reforço das conectividades são, segundo Ulisses Correia e Silva, prioridades para o aumento da resiliência do país, aumento da eficiência, da produtividade e do potencial de crescimento da economia.

O chefe do executivo afirmou que os fóruns de investimentos realizados têm permitido concretizar importantes investimentos, pelo que espera que esta quarta edição seja “especial” e se concretize em mais investimentos.

O Cabo Verde Investment Fórum está enquadrado na política de promoção do país é um instrumento privilegiado de promoção de investimentos dentro das estratégias de diversificação da economia e uma forte aposta no sector privado.

O evento, que decorre hoje e sexta-feira, na cidade de Santa Maria, na ilha do Sal, tendo como lema “Cabo Verde aberto ao mundo”, reúne o Governo, o sector privado e instituições financeiras nacionais e internacionais.

Para além das assinaturas de acordos e convenções de projectos estruturantes para Cabo Verde, do programa constam sessões temáticas com palestrantes de várias origens, reunião B&B, sessões plenárias, e uma agenda social a completar o evento.

O Governo espera a assinatura de acordos e convenções de estabelecimentos no montante de dois mil milhões de euros. A Semana com Inforpress

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