POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

PP diz que se Governo tivesse aceitado em “tempo útil” as declarações do comandante Elias Silva “muitas vidas não seriam perdidas” 25 Novembro 2019

O Partido Popular congratulou-se hoje com as 14 medidas de segurança anunciadas pelo Governo, mas considerou que se o Governo tivesse aceitado em “tempo útil” as declarações do comandante Elias Silva e tomar medidas, “muitas vidas não seriam perdidas”.

PP diz que se Governo tivesse aceitado em “tempo útil” as declarações do comandante Elias Silva “muitas vidas não seriam perdidas”

“Dentro das 14 medidas anunciadas pelo Governo, encontramos, no ponto cinco, a revisão da lei de arma. Ali, vemos a seguinte questão: O comandante Elias Silva, na ilha do Sal, disse que a lei cabo-verdiana é amiga das armas e ele foi reprimido e castigado por causa desta verdade”, condenou.

O presidente do Partido Popular (PP, oposição), Amândio Barbosa Vicente, que falava à Inforpress momentos após a reunião quinzenal do partido, disse que repudiam o processo disciplinar contra o ex-comandante da Polícia Nacional Elias Silva.

“Pensamos que não estamos a viver num país onde é um Estado de direito democrático, onde o cidadão do bem tem a liberdade de expressar. O caso de Elias é um exemplo de ditadura, ou seja, o país é um Estado de direito, mas tem uma máscara de ditadura que de tempo em tempo aparece”, demonstrou.

Entretanto, o PP observou que Elias Silva já tinha alertado sobre a necessidade da revisão da lei de arma, mas, no seu entender, “vale tarde do que nunca”.

A mesma fonte analisou, também, a medida que visa reforçar os meios do sistema prisional, referindo à questão da greve dos agentes prisionais que estão a reivindicar “mais e melhores condições de trabalho”, assim como alinhamento do seu salário com o da Polícia Nacional.

“Esta medida é bem-vinda, até porque, técnicos estrangeiros dizem que a prisão em Cabo Verde é um autêntico hotel de cinco estrelas. Quando fazemos a visita à cadeia civil encontramos presos de fato e gravata”, mostrou, acrescentando que no estrangeiro os presos vestem fardas de um prisioneiro.

O partido, de acordo com o seu presidente, entendeu, por outro lado, que quando as autoridades dizem que não há dinheiro para pagar os agentes prisionais “da melhor forma” e vê-se os deputados, que, “às vezes, só por levantar a mão no parlamento”, a ganharem mensalmente 400 mil escudos, não pode existir esta contradição.

No que se refere à terceira medida anunciada pelo Governo, a revisão do regime de aplicação do Termo de Identidade e Residência e de medidas cautelares em caso de crime cometido em flagrante delito de forma reincidente, o PP diz estar de acordo com o executivo.

Pois, reforçou, está a reparar que a polícia captura o criminoso e leva-o para o tribunal que o solta por causa da lei sobre o TIR, que, sustentou, “deixa muitas lacunas”.

“Dentro do campo da segurança pública, congratulamos com o Governo nas 14 medidas que anunciou e deixamos os reparos que fazemos”, precisou. A Semana com Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project