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PR/Moçambique: chefes de Estado inauguram academia Aga Khan e aplaudem parceria 20 Mar�o 2022

Os presidentes de Portugal e Moçambique inauguraram, este sábado, a academia Aga Khan de Maputo e aplaudiram a parceria que ambos os países mantêm com a comunidade muçulmana ismaelita.

PR/Moçambique: chefes de Estado inauguram academia Aga Khan e aplaudem parceria

Segundo um despacho da Lusa, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, sugeriu até que, depois de inaugurada uma escola, a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN, sigla inglesa) invista, de seguida, num hospital, por forma a colmatar as lacunas em saúde no país.

“Nem que seja só um terço desta escola”, referiu o chefe de Estado na cerimónia de inauguração que contou com a presença do príncipe Rahim Aga Khan, filho do líder espiritual da comunidade e líder da AKDN.

Seja na educação, agricultura, turismo ou indústria têxtil, algumas das áreas de atuação em Moçambique, as parcerias com a comunidade internacional ismaelita são o resultado de “boas relações” que dão frutos, referiu o estadista.

De tal forma que o acordo vigente entre a comunidade e o Estado moçambicano vai ser renovado em breve, anunciou Nyusi, frisando que a aposta no “capital humano” significa um Moçambique mais próspero.

Ao intervir, o Presidente português elogiou “a visão de sua alteza Aga Khan”, líder espiritual dos ismaelitas, e a “mensagem de humanismo e de fraternidade”.

“Eu trago comigo muitas vezes uma citação do Corão, que diz: a todos chegam as dádivas do teu senhor, as dádivas do teu senhor não serão negadas a ninguém. É uma abertura a todas as religiões, aos que não têm religião, a todas as posições, em todos os pontos do mundo”, acrescentou.

Dirigindo-se aos alunos da academia moçambicana, o chefe de Estado português disse-lhes que são privilegiados, porque: “há milhões de crianças e de jovens por todo o mundo que não podem frequentar uma academia como esta. [E que ] têm de ser os melhores a responder a esta oportunidade que os outros não têm”.

“E depois, os melhores a construírem Moçambique, um Moçambique aberto a todas as religiões, aos que não têm religião, a todas as opiniões, a todos os sonhos, a todos os projetos de futuro. É esse o vosso dever”, considerou.

A mesma fonte revela que o príncipe Rahim Aga Khan sublinhou aos alunos que “o futuro é o que deixam para trás”, ou seja, ações, escolhas e decisões que vão moldar os tempos vindouros, à semelhança do que considera ser a “grande amizade” entre a comunidade ismaelita e Moçambique e Portugal.

A inauguração de hoje marca a conclusão das instalações da escola diurna e residencial sem fins lucrativos e, sobretudo, “o reforço da parceria entre o Imamat Ismaili e a República de Moçambique”, destaca a organização.

“O objetivo da Academia Aga Khan Maputo é o de desenvolver líderes nacionais com um forte sentido de ética e de responsabilidade cívica, contribuindo para o futuro de Moçambique”, lê-se na apresentação do projeto.

A oferta educativa vai do pré-escolar até ao 12.º ano de escolaridade, com um currículo de Bacharelato Internacional e a escola irá ter os primeiro finalistas em 2023.

Apetrechada com inúmeras estruturas de apoio num ‘campus’ de 22 hectares na Matola, arredores de Maputo, a academia tem uma capacidade máxima de 750 alunos e 90 professores (com metade dos alunos a receber ajuda financeira) e pode albergar 300 alunos residenciais, escreve a Lusa.

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