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PR apela à aceitação do Índice Multidimensional de Vulnerabilidade para elegibilidade dos SIDS aos financiamentos 08 Novembro 2022

O Presidente da República, José Maria Neves, voltou hoje (07/11) a apelar à aceitação do Índice Multidimensional de Vulnerabilidade como critério para elegibilidade dos Pequenos Estados Insulares (SIDS – sigla inglesa) a financiamentos especiais disponibilizados pela comunidade internacional.

PR apela à aceitação do Índice Multidimensional de Vulnerabilidade para elegibilidade dos SIDS aos financiamentos

O chefe de Estado cabo-verdiano intervinha na mesa redonda de alto nível tendo como tema “Financiamento inovador para clima e desenvolvimento”, realizado no quadro da Cimeira de Líderes Mundiais a decorrer em Sharm al Sheik, no Egipto hoje e terça-feira.

José Maria Neves defendeu que tendo em conta a heterogeneidade dos SIDS, torna-se necessária a definição de critérios mais abrangentes do que o PIB per capita (insuficiente e volátil) para se avaliar o grau de problemas e dificuldades e para determinar a elegibilidade a financiamentos disponíveis e abordáveis.

Assim, é fundamental a conclusão e a aceitação de um Índice Multidimensional de Vulnerabilidade que possa servir para qualificar o grau de desenvolvimento e a elegibilidade a financiamentos especiais e concretizar um atendimento diferenciado em virtude das especificidades e vulnerabilidade dos SIDS”, sustentou.

Falando de Cabo Verde afirmou que o país é particularmente vulnerável devido a sua própria realidade marcada pelo distanciamento aos mercados, pela pequenez de escala, pela a concentração sectorial que induzem a reduzida atractividade para o sector privado externo, no plano económico, e pela pobreza e desigualdades no plano social, pelas assimetrias regionais, a exposição às mudanças climáticas e mais especificamente, a eventos extremos como a seca endémica.

Neste sentido, informou que Cabo Verde pretende adoptar uma “Estratégia Nacional SIDS” para a implementação dos vários compromissos internacionais sobre os SIDS, nomeadamente os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Samoa Pathway, os programas de acção de Barbados e Maurícias, a Agenda Africana 2063, entre outros compromissos.

A intenção, explicou, é de aumentar resiliência e assegurar a coerência entre a condição de SIDS e o processo de desenvolvimento sustentável, sendo o objectivo principal é de impulsionar a implementação de soluções concretas para a recuperação e o desenvolvimento sustentável do país.

José Maria Neves terminou a sua intervenção renovando a esperança que a assembleia da COP27 do Clima, em curso, seja um ponto de viragem nas negociações de perdas e danos e que sejam encontradas formas de se fazer a justiça climática, através de um consenso sobre o que é perdas e danos e sobre como financiá-los.

A COP27 arrancou em Sharm el-Sheik, no Egipto, marcada pela publicação de um relatório alarmante sobre o aquecimento global.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, se as projecções para 2022 se confirmarem, os últimos oito anos serão os mais quentes desde que há registo. A Semana com Inforpress

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