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PR de Cabo Verde garante envolvimento de todos no centenário do nascimento de Cabral 12 Setembro 2022

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, disse hoje que o centenário do nascimento de Amílcar Cabral é uma questão de Estado e garantiu o envolvimento de todos nessas comemorações dentro de dois anos.

PR de Cabo Verde garante envolvimento de todos no centenário do nascimento de Cabral

Comemorar Cabral, que foi um dos principais obreiros da independência, é uma questão de Cabo Verde, da República e, portanto, estaremos todos envolvidos neste processo”, garantiu o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, na cidade da Praia, no dia em que se assinala mais um aniversario do nascimento de Amílcar Cabral (1924).

O presidente da Fundação Amílcar Cabral, o antigo chefe de Estado cabo-verdiano Pedro Pires, tem insistido na necessidade de as comemorações do centenário serem uma “questão de Estado”.

O atual Presidente da República disse que os 100 anos do nascimento de Cabral é um “momento importante” para refletir sobre o futuro de Cabo Verde e sobre como os cabo-verdianos veem o país hoje.

Cabral deu um contributo enorme para a libertação, depois demos o salto na democratização do país e agora precisamos, para cumprir Cabral, dar o grande salto na transformação e na modernização do país”, defendeu.

Nas jornadas de reflexão sobre o futuro de Cabo Verde, Neves disse que é preciso envolver todos, sobretudo a sociedade civil, todas as instituições, os cabo-verdianos no seu todo, nas ilhas e na diáspora.

Amílcar Cabral é um pouco uma fonte de inspiração. Então, agora que ele completaria 98 anos e do seu nascimento, é tempo de, inspirando-se nele, podermos procurar responder aos desafios dos tempos de hoje”, insistiu.

Entre os desafios dos tempos de hoje, José Maria Neves apontou a seca, escassez da água, desertificação, combate à erosão, combate às mudanças climáticas.

E também pensar um pouco, ele que foi engenheiro agrónomo, como teremos de fazer face à problemática que temos neste momento, que é a insegurança alimentar”, apontou.

África precisa dar o salto e precisa produzir alimentos suficientes para a sua população. Tem condições para isso, tem terra arável, que tem uma riqueza natural extraordinária, tem muita água e tem muitas capacidades humanas para fazer isso”, salientou.

Em relação a Cabo Verde, disse que Cabral deve levar todos a refletir sobre os desafios de hoje para se encontrar as melhores respostas e poder continuar a transformar, a modernizar e a criar as condições para cumprir os seus sonhos, que é a maior dignidade e melhores condições de vida para todas e todos.

Fundador do então Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que em Cabo Verde deu lugar ao Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), e líder dos movimentos independentistas nos dois países, Amílcar Cabral foi assassinado em 20 de janeiro de 1973, em Conacri.

Além do centenário, a fundação está a trabalhar num projeto de inscrição dos escritos de Amílcar Cabral no programa "Memória do Mundo" da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), estabelecido em 1992 com o objetivo de contribuir para a preservação do património documental mundial.

A fundação, que tem como missão a preservação da obra e memória do seu patrono, criou em 2015 o espaço museológico Sala-Museu Amílcar Cabral, onde pretende dar a conhecer às gerações mais novas e aos turistas que visitam a cidade da Praia a história da luta de libertação liderada por Cabral. A Semana com Lusa

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