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PR defende continuidade na criação de condições para debelar a insegurança 31 Dezembro 2019

O Presidente da República (PR) defendeu hoje que o país deve continuar a criar as condições para debelar a insegurança, “um problema” que, segundo disse, nos tempos recentes alterou a tranquilidade dos cidadãos “que estava a enraizar-se”.

PR defende continuidade na criação de condições para debelar a insegurança

Na sua tradicional mensagem de Ano Novo citada pela Inforpress, referente a 2020, Jorge Carlos Fonseca referiu-se à insegurança, especialmente na cidade da Praia, exortando o governo a prosseguir os esforços no sentido de debelar as causas subjacentes ao fenómeno, especialmente, na perspectiva preventiva.

Ainda no seu discurso e sobre a questão da insegurança, o PR apelou aos cidadãos a tudo fazerem para que a cultura da violência e da intolerância seja “efectivamente combatida”.

Neste particular, entende Jorge Carlos Fonseca, ser de “maior importância” a entrada em vigor da nova lei do álcool, impulsionda pela campanha “Menos Alcool Mais Vida”, que o mesmo foi promotor, “em benefício da saúde e bem-estar de todos, especialmente das crianças e jovens”.

“Alcançar, em todo o território nacional, níveis razoáveis de segurança, é fundamental para que continuemos, em crescendo, a ser um país de Liberdade e uma Democracia cada vez mais sólida”, acrescentou.

Para tanto, entende o Chefe de Estado que o país deve reavaliar meios, recursos, metodologias, sempre com sentido de objectividade e racionalidade.

Olhando para trás, mais precisdamente para 2019, Jorge Carlos Fonseca disse que Cabo Verde teve “um ano de dificuldades, especialmente em decorrência de mais um período de chuvas muito escassas, o terceiro consecutivo”.

Um fenómeno que, afirma, “tem condicionado a vida de milhares de agricultores e de criadores de gado e levantado desafios permanentes e complexos”.

Segundo ainda a Inforpress, o mais alto magistrado da Nação entende que os problemas, deccorentes da falta de chuva, têm sido enfrentados com a “proverbial pertinácia”, pelos homens do campo, por vezes em situações de “muita dificuldade” e com apoio do Governo.

“A esses bravos lutadores endereço toda a minha simpatia”, frisou Jorge Carlos Fonseca, insistindo que “o desafio dos desafios” a que se tem de fazer face continua a ser a criação de uma realidade em que faça o país cada vez menos dependentes das chuvas.

O PR relembrou ainda que em 2020 Cabo Verde comemora o quadragésimo quinto aniversário (45º) da Independência Nacional, num ano em que também se inicia um novo ciclo eleitoral, com as autárquicas.

“Os desafios da qualificação e extensão da democracia e da cultura constitucional, do aprimoramento e fortalecimento dos pilares do nosso Estado de Direito mostram-se decisivos num contexto internacional e, igualmente, com alguns sinais entre nós”, acrescentou.

Complentando a idéia, Jorge Carlos Fonseca afirmou, entretanto, que “o canto da sereia do nacional-populismo”, que “nem sempre surge com uma linguagem agressiva ou abertamente antidemocrática”, pode mostrar-se “atraente, cómodo, mas, a final, ardiloso e portador de soluções” que os cabo-verdianos rejeitaram “há quase três décadas”.

Apesar das limitações ainda existentes, nomeadamente ao nível do desemprego e das desigualdades sociais e regionais, que, no ponsto de vista do PR, “importa atenuar, através da adopção e execução de políticas adequadas e criativas”, Jorge Carlos Fonseca enrtende que o país continua a ser “estável, com coesão social, com as instituições a funcionar normalmente, activos que temos de preservar, e a economia a crescer”.

“Mas temos de crescer mais e de forma mais equilibrada, gerando postos de trabalho para reduzir sobretudo o desemprego jovem, tarefa para a qual se mostram também relevantes o aprimoramento e estabilização no sistema de transportes marítimos, particularmente entre as ilhas”, defendeu.

Segundo a mesma fonte, Jorge Carlos Fonseca relembrou, igualmente, que a Nação está ainda sob o “impacto extremamente positivo” da elevação da morna, a “síntese” alma do povo das ilhas, a património cultural imaterial da humanidade. O facto acontceu no dia 11 de Dezembro.

“Nós carregamos e somos as nossas alegrias, tristezas, anseios, saudades, lutas, secas, desespero, tenacidade, amores, revoltas, partidas, que, de forma sublime, Eugénio Tavares, B.Leza, Ano Nobo, Orlando Pantera, Betú, Antero Simas, Manuel de Novas,

Paulino Vieira, Jota Monte, entre muitos outros, captaram com rara maestria”, orgulhou.

Para Jorge Carlos Fonseca, ver esse “pedaço” de todos os cabo-verdianos, lançado na espuma do tempo por Cesária, Bana, Ildo Lobo, Fernando Quejas, Luís Morais, Marino Silva, Humbertona, Sãozinha Fonseca, Manel de Candinho, Morgadinho, Tututa, Travadinha, Kim Alves, Manel Clarinete, Titina, reconhecido como parcela da humanidade “é o coroar de uma trajectória imparável”.

“Cabo Verde e cada cabo-verdiano estão de parabéns. O governo e todos os que, com denodo e competência, se entregaram a esta nobre tarefa merecem o nosso reconhecimento”, pontuou.

Prosseguindo, o Presidente cabo-verdiano desejou que o ano de 2020 “decorra sob a bênção e o abraço poéticos de Força de Cretcheu, tendo sempre a Lua Como Testemunha e o infinito Mar Azul como limite dos nossos sonhos”.

Jorge Carlos Fonseca desejou ainda a todos os cabo-verdianos, no país e na Diáspora, “que este ano que está a começar seja de muita prosperidade, muita saúde e de muita concórdia”, conclui a Inforpress.

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