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PR moçambicano considera "grande ganho" retomada de assistência financeira do FMI 30 Mar�o 2022

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, considerou um "grande ganho" a retomada da assistência financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país africano, suspensa desde a descoberta das chamadas dívidas ocultas.

PR moçambicano considera

"Isso é um grande ganho para nós, eles já nos confiam", afirmou Filipe Nyusi, falando com quadros da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, na província de Inhambane, sul do país, num áudio divulgado hoje pela Presidência da República.

O chefe de Estado moçambicano disse que o acordo com o FMI prevê o desembolso de uma ajuda financeira no valor de 470 milhões de dólares (428 milhões de euros), montante que já tinha sido referido na segunda-feira pelo chefe da missão desta instituição a Moçambique, Álvaro Piris.

"É um programa que vai acelerar a recuperação económica de Moçambique, sobretudo por causa da covid-19, do terrorismo e das calamidades naturais", enfatizou Filipe Nyusi.

O instrumento aprovado pelo FMI prevê uma recuperação rápida da economia moçambicana e tem como pressupostos a promoção da boa governação, combate à corrupção, estabilidade macroeconómica e controlo da dívida, acrescentou Nyusi.

O reatamento da assistência financeira, prosseguiu, estimula outros parceiros de Moçambique a cooperar com o país africano, pois o FMI funciona como um farol.

"Ninguém nos dava nada", após a descoberta das dívidas ocultas, e "eu era conhecido como o Presidente do país dos ladrões", afirmou Filipe Nyusi.

Esta é a primeira vez que o Fundo financia Moçambique desde a divulgação do chamado escândalo das dívidas ocultas, em 2016, havendo apenas a registar ajudas financeiras pontuais no seguimento de catástrofes específicas, como a pandemia de covid-19 ou os ciclones Kenneth e Idai, em 2019.

"Nos últimos anos Moçambique foi afetado por uma série de choques severos que arriscam intensificar as vulnerabilidades e piorar as condições socioeconómicas", disse o FMI, apontando os exemplos dos ataques no norte, que desalojaram mais de 800 mil pessoas e atrasaram os desenvolvimento dos projetos de gás natural liquefeito.

O programa agora anunciado pretende "focar-se no crescimento, sustentabilidade orçamental e reformas na governação e na gestão das finanças públicas, equilibrando o financiamento com um ajustamento moderado que vai reconstruir o espaço orçamental e reduzir a dívida e as vulnerabilidades financeiras", acrescentou o FMI.

Entre as reformas objeto de acordo nas reuniões já lideradas por Adriano Maleiane enquanto primeiro-ministro, o FMI salientou "uma série de reformas fiscais e na política relativa ao IVA" e referiu que "um passo importante será a aprovação de um fundo soberano", além da criação de um forte enquadramento institucional para a gestão da riqueza dos recursos naturais, focada inicialmente no gás natural liquefeito.

A Semana com Lusa

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