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PR pede Justiça para "morte brutal" de jovem cabo-verdiano em Roma 08 Setembro 2020

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, afirmou nesta terça- feira, 08, que a "morte brutal" de um jovem cabo-verdiano em Roma, no sábado, causa "indignação e revolta", pedindo que se faça justiça.

PR pede Justiça para

“A morte brutal do jovem conterrâneo Willy Monteiro Duarte, em Itália, causa dor, mas, igualmente, indignação e revolta”, lê-se na mensagem que o chefe de Estado colocou na sua conta oficial na rede social Facebook.

Na mesma nota, Jorge Carlos Fonseca refere que já falou com o embaixador de Cabo Verde em Itália, que está a acompanhar o caso, no contacto com as autoridades italianas e a apoiar a família do jovem.

“Esperamos que a justiça se faça de modo ajustado à natureza e dimensão do caso”, escreveu Jorge Carlos Fonseca.

O Asemanaonline noticiou, em mprimeira-mao, o caso na segunda-feira. Conforme fontes deste jornal em Rama, o jovem, de 21 anos, era filho de pais cabo-verdianos, natural de São Nicolau. Foi assassinado em Colleferro, nos arredores de Roma, na passada noite de sábado, tendo as autoridades detido quatro suspeitos, acusados de “homicídio por negligência”.

Willy Monteiro Duarte morreu “depois de ter sido espancado até à morte” após ter tentado acalmar uma rixa junto a um estabelecimento de diversão noturna, noticiou no domingo o jornal italiano La Republicca.

De acordo com o diário Lusa, Willy estava acompanhado de um amigo, tendo este sido atacado por um grupo. A vítima mortal terá intervindo e pedido aos agressores para que estes parassem, mas o grupo de quatro jovens acabou por agredir Willy Monteiro Duarte.

A mesma publicação refere que os suspeitos da morte do jovem têm idades entre os 22 e os 26 anos e estavam já identificados pelas forças de segurança.

Citada pelo diário Il Messaggero, a irmã de Willy, Milena, disse que a família está “atordoada” pelo assassínio do seu irmão.

O pai do rapaz que escapou ao ataque referiu que o seu filho “era muito próximo de Willy” e que este “está em choque”.

“O pobre rapaz morreu porque estava no lugar errado à hora errada”, diz, citado pelo La Repubblica.

Filho de pais cabo-verdianos que se mudaram para Paliano, na província de Frosinone, há cerca de 30 anos, Willy Monteiro Duarte nasceu, tal como a irmã, em Roma, e estava integrado na vida de Paliano, tendo participado na equipa de futebol local, o ASD Paliano.

Pelos amigos, segundo o Il Messaggero, Willy é recordado como um jovem que “sempre ajudou toda a gente” e como o mais “sério e sensato” do grupo.

Willy tinha deixado o clube para perseguir o objetivo de ser ‘chef’ de cozinha. Estudou num hotel em Fiuggi e, nos últimos dois anos, tinha-se dedicado ao trabalho nas cozinhas.

O futebol era outro sonho do jovem com ascendência cabo-verdiana. Adepto da AS Roma, conta o Il Messaggero que este imaginava entrar em campo com a camisola de Francesco Totti, um ídolo do clube romano.

Durante a manhã de segunda-feira, a AS Roma partilhou, nas suas plataformas ‘online’ uma breve homenagem a Willy Monteiro.

“Willy Monteiro Duarte sonhava em um dia envergar a camisola ‘giallorossi’ da sua amada AS Roma. Esse sonho terminou na noite passada, nas circunstâncias mais trágicas e brutais. As nossas condolências à família e amigos do Willy”, escreveu o clube, partilhando uma foto do jovem.

O presidente da câmara de Paliano, Domenico Alfieri, decretou um dia de luto na localidade e mandatou o cancelamento de todos os eventos desportivos previstos para domingo, segundfo informações avançadas pela lusa.

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