OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Predestinação e rinchar de dentes de pessoas ao assumerem cargos públicos e políticos 08 Novembro 2020

Por uma simples razão, existe hoje rinchar (ranger) de dentes de pessoas ao assumirem cargos públicos e políticos como se proprietários se tratassem e dispostos a fazerem qualquer coisa para defender o beneficio próprio e de aleados, esquecendo que o que é publico é de todos nós. Por conseguinte, todos temos o legitimo direito de o defender e de usar o palco politico ou público, nas ocasiões das eleições ou fora delas, para manifestar o nosso descontentamento, pedindo a quem de direito para investigar denúncias de indícios numa determinada instituição pública, simplesmente. Acho que é isso que se deve esperar de um cidadão, mesmo quando não tenha provas em mãos, pedir que se investigue e sacar responsabilidades caso houver - temos órgãos nacionais instituídos para este fim, se memória não me falha, a não ser que estas denúncias devem ser feitas no anonimato ou por pessoas sem rosto, lá isso é outra questão.

Por: Efrem Soares

Predestinação e rinchar de dentes de pessoas ao assumerem cargos públicos e políticos

Apesar de nunca ter dado a devida atenção ao significado, hoje começo a perceber o sentido do mesmo, sabendo que ainda vai levar muito tempo para entender o verdadeiro sentido e perceber o efeito do mesmo na nossa existência, mesmo assim já começo a perceber o efeito do mesmo até o exato momento no meu ser.

Vislumbro que os obstáculos que me acompanharam e acompanham no trilhar da minha vida terrena, de nada mais serviram e servem, do que para me fazer crescer pelo próprio esforço.

Na minha adolescência por razões obvias, familiares da época não frequentei os estudos para além da primária, como muitos dos meus colegas tiveram acesso.
Por conta própria, iniciei a trabalhar com 13 anos de idade, logo após o término do ensino primário; com 16 anos de idade já exercia as funções de chefia de turno nas instalações de produção de água e energia da Vila de S. Maria, com um vencimento acima da média praticada na altura no Sal.

Ingressei no serviço militar em 1980 para servir a minha Pátria, com muito orgulho, com uma duração 2.6 anos na marinha.Com 26 anos de idade, com família formada e exercendo a mesma função antes do serviço militar, por imposição da empresa, iniciei a estudar o ciclo preparatório, porque caso contrário não seria enquadrado no plano de carreira e salários imposto na altura na empresa.Estudei até concluir o 12º ano, não fiz a licenciatura por não existir na altura local e nem em Cabo Verde o curso pretendido e pela família estar sempre no primeiro plano. Pós isso, passei por várias formações tanto em Cabo Verde, como em estrangeiro, bem como passei a prestar assistência técnica para além da minha ilha, onde passei a exercer função de chefia na produção e posteriormente na manutenção mecânica, em várias outras ilhas de Cabo Verde, totalizo neste preciso momento mais de 25 anos de carreira de chefia, onde recentemente fui nomeado por mérito técnico superior empresa.

Comecei a exercer a cidadania no ano de 2011, período em que a minha empresa encontrava no fundo do poço. Podem até dizer que não, mas sou convicto que os meus desabafos de opinião verdadeiros, tornados publicas em jornais nacionais, ajudaram a minha empresa a encontrar o trilho, apesar de ainda não almejar o desejado, quiçá, despertou no mesmo sentido outras áreas do território nacional.
Este ano, mais precisamente nestas eleições autárquicas, apostei e muito em trazer, ao público, através da rede social, informações e preocupações que me chegavam da população, no intuito de corrigirmos o que está mal na nossa ilha, mesmo sabendo que nunca devemos estar para além dos nossos limites, mas sempre com a vontade em praticar o bem, naquilo que é de todos.

Os resultados finais que estamos nestes dias a digerir, nos orienta no sentido de darmos um tempo ao tempo, tanto nos questionamentos em relação a minha empresa, onde as coisas não vão bem para o meu lado, como da minha Ilha e País, ambos que conheço bem e amo.

Por uma simples razão, existe hoje rinchar (ranger) de dentes de pessoas ao assumirem cargos públicos e políticos como se proprietários se tratassem e dispostos a fazerem qualquer coisa para defender o beneficio próprio e de aleados, esquecendo que o que é publico é de todos nós. Por conseguinte, todos temos o legitimo direito de o defender e de usar o palco politico ou público, nas ocasiões das eleições ou fora delas, para manifestar o nosso descontentamento, pedindo a quem de direito para investigar denúncias de indícios numa determinada instituição pública, simplesmente. Acho que é isso que se deve esperar de um cidadão, mesmo quando não tenha provas em mãos, pedir que se investigue e sacar responsabilidades caso houver - temos órgãos nacionais instituídos para este fim, se a memória não me falha, a não ser que estas denúncias devem ser feitas no anonimato ou por pessoas sem rosto, lá isso é outra questão. Penso que a lei nos permite questionar a quem pretende o nosso voto para conduzir o nosso destino e de quem dirige as nossas capacidades, dentro de qualquer instituição pública.

Este tempo é indeterminado: pode ser de um dia, uma semana, um mês, um ano e até para sempre durante a minha existência.

Vejo que as coisas estão tomando contornos que não vão de acordo com os meus princípios e nem com a minha natureza e quando assim é o melhor caminho a escolher é a observação atenta por um tempo.

Agradeço a todos aqueles que sempre comungaram dos meus desabafos e denúncias de indícios, de várias formas, comentando os artigos, por mensagem e ou pessoalmente

Como disse anteriormente, continuarei atento e a qualquer momento ou não, voltar a entrar em cena, caso nós os cabo-verdianos voltarmos a ver o nosso Cabo Verde com olhos dos nossos antepassados. Um Cabo Verde de esperança, de pessoas trabalhadoras, humildes, honestas, de bom caracter, respeitadoras do próximo, amigas do nosso torrão ainda que seco, desprovido de riquezas naturais e com períodos de chuvas escassas.

Abraço salense e da cabo-verdianidade.

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