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Caso de racismo: Polícia já identificou quatro adeptos após insultos racistas a Marega 19 Fevereiro 2020

A Polícia de Segurança Pública já identificou quatro adeptos do Vitória de Guimarães, que terão estado envolvidos nos insultos racistas contra Moussa Marega, jogador do FC Porto.

Caso de racismo: Polícia já identificou quatro adeptos após insultos racistas a Marega

Já na segunda-feira a PSP tinha sublinhado, em comunicado, que os comportamentos racistas e xenófobos configuram "um crime previsto e punido no Código Penal", pena essa que pode levar de 6 meses a 5 anos de prisão, ou com uma coima entre mil e dez mil euros.

"Não obstante não ter sido possível proceder no recinto a qualquer identificação ou detenção, em face da moldura humana e concentração de pessoas, a PSP, dentro do quadro legal indicado, está a fazer as diligências necessárias para identificar os suspeitos que cometeram as infracções criminais e contra-ordenacionais, levando-os perante as entidades judiciais e administrativas competentes", diz a PSP acerca do incidente no jogo Vitória de Guimarães e FC Porto para o campeonato nacional.

Segundo informa a RTP, além da vertente criminal, a PSP acrescenta que tal comportamento de adeptos constitui contra-ordenação, pois “a prática de atos ou o incitamento à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos" pode ser punida com coima entre 1.000 e 10.000 euros.

Em nota sobre as ocorrência em eventos desportivos, a PSP apela a todos os apoiantes dos clubes que mantenham "uma conduta de respeito para com os adversários" e reitera o compromisso em cumprir a sua missão nas diversas manifestações desportivas, procurando contribuir para a criação de "um ambiente mais seguro e saudável, livre de qualquer forma de violência física ou verbal, racismo ou xenofobia", refere a notícia avançada pela Lusa.

De acordo com a mesma fonte, apesar da identificação, o advogado Alexandre Miguel Mestre, adverte para a dificuldade de punir clubes de futebol devido a situações de racismo, dada a necessidade de se provar que promoveram, consentiram ou toleraram estes comportamentos.

“Eu acho que esta regulamentação pode ser aplicada, mas dificilmente será aplicada. Porque este artigo sanciona as sociedades desportivas que promovam, consintam ou tolerem estes comportamentos. Como se trata de um regulamento disciplinar, não há analogias ou espaço para subjetividade e, sem forma de provar o dolo do clube, não há como aplicar”, advertiu Alexandre Mestre, em declarações à agência Lusa.

Já nesta segunda-feira, conforme noticia a agência, o Vitória de Guimarães tinha emitido um comunicado a explicar a sua posição depois dos incidentes registados no jogo frente ao FC Porto e onde Moussa Marega foi alvo de insultos racistas por parte dos adeptos vimaranenses.

O clube disse que iria disponibilizar as imagens do sistema CCTV do recinto, mas adverte "que não é admissível pretender que o Vitória SC vista a pele de lobo defronte um problema social que já conheceu condenações efetivas no plano desportivo nacional e internacional."

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