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Países escandinavos suspendem vacina Moderna 10 Outubro 2021

A Suécia, Noruega e Finlândia suspenderam a vacina Moderna para os homens de menos de 30 anos, por causa do risco de inflamação cardíaca. A boa imagem do imunizante norte-americano está tremida.

Países escandinavos suspendem vacina Moderna

A decisão das autoridades nórdicas surge após um estudo conjunto da Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca, que "estabeleceu que os homens vacinados com a Moderna e com idades abaixo dos trinta anos tinham "um risco ligeiramente acrescido de desenvolver uma inflamação do miocárdio", cuja função é permitir as contrações cardíacas.

A FHM-Folkhälsomyndigheten /Agência Sueca de Saúde Pública, coordenadora da campanha vacinal, sublinhou na quarta-feira que o risco de efeitos secundários obriga a ter mais atenção e que "decorrem estudos" nesse sentido.

Com o imunizante da Moderna suspenso, o programa vacinal nos países referidos continua com a vacina Pfizer. À objeção de que esta vacina também contém o mensageiro ARN, o prof. de Pneumologia Mathieu Molimard, da universidade de Bordéus ouvido pelo L’Express afirma que "a Moderna contém mais ARN que a vacina da Pfizer. Portanto é possível que produza mais efeitos indesejáveis. Mas isto é só mais uma hipótese neste momento, sobretudo porque é complicado analisar se existe realmente um risco suplementar de efeitos raros".

Miocardite e pericardite, efeitos raros

Não é novidade que as duas doenças cardíacas, a miocardite e a pericardite — que causam inflamação nos músculos do coração —, têm sido registadas como a principal sequela na administração da vacina produzida nos Estados Unidos.

Há três meses, em fins de julho o relatório da ANSM-Agência Francesa de Saúde e Medicamento sobre a supervisão de vacinas anti-Covid indicava 79 casos graves de miocardite e 56 de pericardite no total, para um número acumulado de 10 milhões de injeções administradas (incluindo 5,2 milhões de primeiras doses).

Em França, pois, 46 casos graves de miocardites e 15 de pericardites foram observados na faixa etária abaixo dos trinta anos. O maior número registou-se após o dia 2 de julho, na maior parte dos casos após a segunda dose vacinal.

Suspender é prematuro, entendem as autoridades francesas que recomendam "observar, analisar tendo em conta que os efeitos benéficos superam de longe os efeitos secundários". Fontes: AFP/L’Express.fr/FHM.se.

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