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Pandemia ’empurrou’ jovem empreendedora para o chocolate artesanal de Cabo Verde 19 Dezembro 2022

Uma jovem empreendedora cabo-verdiana lançou-se na produção de chocolate artesanal depois de ficar desempregada após a pandemia de covid-19, e com o crescimento do negócio já se prepara para importar cacau puro.

Pandemia ’empurrou’ jovem empreendedora para o chocolate artesanal de Cabo Verde

"Por enquanto consigo ainda comprar aqui mesmo, porque transformo barras de chocolate, ainda, mas o objetivo é trazer cacau da Costa do Marfim, onde já tenho dois contactos, para fazer a minha própria transformação para chocolates com diferentes percentagens de cacau. É algo que exige um investimento grande e por estar a trabalhar com recursos próprios ainda não tenho data para dar início a este grande passo", explicou à Lusa Ileise Varela, a mentora do chocolate "Natuxok".

A jovem empreendedora desenvolve há dois anos esta linha de chocolate artesanal adicionando produtos nacionais, e espera produzir chocolate de raiz. Depois de adquirir o chocolate no mercado, o produto passa por nova transformação e são adicionados produtos da terra em recheios como bissabe, maracujá, groselha, tamarindo e outras frutas, nas barras de chocolate e nos bombons, além de recheios de vinhos produzidos na ilha cabo-verdiana do Fogo.

Ileise Varela tem 30 anos, começou a produzir chocolate durante a pandemia, quando ficou desempregada. O que era apenas uma curiosidade, transformou-se num negócio que aos poucos vem ganhando o paladar dos clientes.

"Trabalhava numa empresa transitária e durante a pandemia perdi o emprego. Comecei a distribuir peixe e marisco no cais, depois, com o confinamento em casa, comecei a fazer chocolate. Primeiro era só para o consumo, posteriormente queria fazer algo diferente de tanto ver tutoriais e vídeos sobre culinária, comecei a introduzir sabores locais", explicou a cabo-verdiana, que vive na cidade da Praia e está a promover a sua nova ocupação em São Vicente.

Apesar de serem dois anos de experiência com o chocolate, Ileise Varela vem sendo reconhecida pelo público que quer provar este chocolate com um toque cabo-verdiano: "As pessoas reconhecem-me das redes sociais como a moça que faz os chocolates e embora muitos ainda o conheçam apenas pela fama, querem provar os sabores. Já enviei os meus produtos a diferentes lugares, além de Santiago, tenho dois pontos na ilha do Sal onde se pode encontrar o meu chocolate e espero arranjar outros pontos nas ilhas".

Além de cabo-verdianos, estando na ilha mais turística de Cabo Verde, a ilha do Sal, Ileise tem em vista o turismo, que segundo dados do Instituto Nacional de Estatística aumentou 405,6% no terceiro trimestre do ano, em comparação com o período homólogo, e para já vai aproveitando a época festiva em São Vicente.

A Semana com Lusa

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