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Pandemia tirou 30% do volume de negócios às empresas cabo-verdianas 19 Outubro 2022

O volume de negócios das empresas cabo-verdianas caiu 30% no primeiro ano de pandemia, para cerca de 2.133 milhões de euros, segundo o anuário estatístico de 2020, divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Pandemia tirou 30% do volume de negócios às empresas cabo-verdianas

Em 2020, o primeiro ano da crise económica provocada pela pandemia de covid-19, o número de empresas ativas em Cabo Verde caiu apenas 0,5% face a 2019, para 11.115, empregando 71.371 trabalhadores, menos 0,7% no espaço de um ano. A reduzida diminuição no número de empresas ativas e trabalhadores ao serviço é explicada pelas várias medidas de proteção e apoio empresarial adotadas desde abril de 2020 pelo Governo cabo-verdiano, nomeadamente o regime de ‘lay-off’ simplificado.

Contudo, o volume de negócios gerado por estas empresas foi de 236.894 milhões de escudos (2.133 milhões de euros), uma quebra de 29,9% face aos 337.743 milhões de escudos (3.041 milhões de euros) em 2019. No histórico disponibilizado pelo INE, não há registo de um volume de negócios inferior, sendo o mais baixo o verificado em 2016: 262.236 milhões de escudos (2.362 milhões de euros).

Nas ilhas do Sal e da Boa Vista, que concentram a atividade turística no arquipélago – que por sua vez representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde e do emprego -, a redução do volume de negócios das empresas de 2019 para 2020 foi, respetivamente, de 48,1% e 49,3%.

O ano de 2020 em Cabo Verde, devido aos efeitos das restrições nas viagens internacionais para o setor, terminou com uma recessão económica de 14,8% e uma taxa de desemprego a crescer de 11,3%, em 2019, para 14,5%.

Os hotéis cabo-verdianos receberam em 2020 pouco mais de 207 mil hóspedes, essencialmente no primeiro trimestre, enquanto em 2019 foi registado um recorde de 819.308 e no ano anterior quase 766.000.

O arquipélago enfrenta ainda uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Após a recessão económica histórica de 2020, equivalente a 14,8% do PIB, seguiu-se um crescimento de 7% em 2021 impulsionado pela retoma da procura turística. Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo cabo-verdiano baixou a previsão de crescimento de 6% para 4%.

A Semana com Lusa

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