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Papa beatifica juiz assassinado pela Máfia: santo Rosario 11 Maio 2021

O juiz Rosario Livatino, assassinado em 21 de setembro de 1990, aos 38 anos, pelos mafiosos da ‘Sffida’, é destacado pela Igreja Católica como um exemplo de integridade e de legalidade que "julgava não para condenar, mas para redimir". A beatificação ocorreu diante de 200 convidados ontem, domingo, na Catedral de Agrigento, Sicília.

Papa beatifica juiz assassinado pela Máfia: santo Rosario

O papa Francisco, depois de rezar no Vaticano a oração Regina Caeli (Rainha do Céu), lembrou Livatino como um "mártir da justiça e da fé, no seu serviço à comunidade como um juiz íntegro, que nunca se deixou corromper".

"Que ele seja para todos, e especialmente para os juízes, um estímulo para serem defensores da legalidade e da liberdade", expressou o sumo pontífice.

Devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia, a celebração presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, reuniu pouco mais de duzentas pessoas.

A festa do novo beato será realizada anualmente em 29 de outubro, o seu dia natalício. A camisa que o juiz usava nesse dia fatal ficou em exposição permanente num relicário da catedral.

4 mafiosos da Stidda, 1 diz-se arrependido

O atentado foi executado por quatro membros da Stidda, grupo que tem forte presença em áreas rurais da Sicília e é rival da Cosa Nostra.

O juiz dirigia o seu automóvel sem escolta quando foi abalroado pelo carro com os quatro criminosos. Livatino ainda saiu do veículo e tentou fugir pelos campos adjacentes à rodovia, mas foi morto a tiros.

Segundo o Vaticano, o magistrado foi assassinado por causa do "ódio à fé" por parte dos mafiosos. Um dos implicados testemunhou no processo de beatificação e disse que quem ordenou o crime sabia que Livatino era "honesto, justo e religioso", portanto não podia ser um interlocutor da máfia.

A imprensa italiana destaca que um dos autores materiais do atentado, Gaetano Puzzangaro, que dirigia o carro usado na ação, tem dito em entrevistas que está "absolutamente arrependido" do crime. "Naquela manhã, eu esperava com todo o meu coração que o doutor Livatino fizesse outro caminho", afirmou.

Fontes: Corriere della Sera/Osservatore Romano/. Fotos (ANSA).

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