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Paquistão: Tribunal condena a enforcamento filho de magnata que torturou até à morte jovem que o rejeitou 25 Fevereiro 2022

Zahir Jaffer, que torturou, violou e assassinou Noor, de 27 anos, filha de um diplomata, foi condenado à morte por enforcamento. A decisão do tribunal de Islamabad esta quinta-feira foi saudada pela família da iovem e por diversas organizações pelos direitos das mulheres.

Paquistão: Tribunal condena a enforcamento filho de magnata que torturou até à morte jovem que o rejeitou

O crime aconteceu em julho último, quando o filho do conhecido industrial Jaffer raptou e colocou em cativeiro Noor Mukadam, de 27 anos, a quem submeteu a torturas e por fim decapitação. Em tribunal, o homem de trinta anos confessou que premeditou matar Noor Mukadam se ela recusasse o seu pedido de casamento.

O crime hediondo aconteceu na mansão dos Jaffer, de onde a jovem procurou escapar por diversas vezes, mas em vão porque ninguém a ajudou, nem os pais do seu algoz nem os empregados. As suas tentativas de fuga ficaram registadas nas câmaras de CCTV. Uma das vezes ela saltou do primeiro andar para o rés-do-chão.

Condenados e absolvidos

Dois empregados de Jaffer, um guarda e um jardineiro, foram condenados a dez anos de prisão por serem cúmplices no crime.

"Vamos recorrer da absolvição dos pais em instâncias mais altas", declarou o procurador Shah Khawar sobre os pais de Zahir Jaffer que o tribunal entendeu absolver do envolvimento no crime.

Quatro meses depois do arranque do julgamento em outubro, o veredicto do juiz Ata Rabbani deixou os pais de Noor Mukadam satisfeitos, porque foi feita justiça segundo declararam à comunicação social.

"Hoje, um castigo exemplar foi dado ao principal acusado. Hoje, a alma da minha filha vai estar contente até um certo ponto. Estamos felizes no que ao principal acusado diz respeito", disse Shaukat Ali Mukadam, pai de Noor, que ainda agradeceu à comunicação social por não deixar o assunto morrer.

O procurador Shah Khawar também falou em justiça. "O veredicto de hoje vai dar grande poder às mulheres do Paquistão. O caso causou grande discussão pública no Paquistão, especialmente pelas tentativas de proteger o homicida. Este é um país com altas taxas de violência doméstica e violência contra as mulheres, e em que as condenações são mínimas".

De acordo com grupos de direitos de minorias marginalizadas no Paquistão, as condenações por casos de violência contra mulheres e violações são menos de três por cento. Muitos ativistas elogiaram a decisão e pediram às instâncias mais altas para manterem a condenação.

"Foi feita justiça. Pedimos aos tribunais de instâncias superiores que mantenham a sentença e não aceitem o recurso de Jaffer", declarou a ativista Farzana Bari, líder de um grupo de direitos das mulheres.

Um relatório recente da Human Rights Watch revelou que a violência contra mulheres, violações, casamentos forçados e ataques com ácido são crimes endémicos no Paquistão, onde se estima que mais de um milhar de mulheres foram mortas nos chamados "crimes de honra".

Fontes: Dawn.com.pk/

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