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Parlamento: Líder da oposição defende uma verdadeira agenda de transformação económica do país 28 Mar�o 2019

A líder do maior partido da oposição defende, durante o debate parlamentar de hoje sobre o «desenvolvimento sustentável», que temos de ter uma verdadeira Agenda de Transformação Económica de Cabo Verde. Em réplica ao Primeiro-ministro, Janira Hopffer Almada desafia que o país pode fazer mais e melhor e ter uma ambição maior, que deve estar alicerçada nos resultados que conseguiu atingir nestes 43 anos como nação livre e independente.

Parlamento: Líder da oposição defende uma verdadeira agenda de transformação económica do país

«Podemos aumentar a nossa capacidade de competir, podemos diversificar a nossa base produtiva, podemos melhorar a eficiência e relevância do nosso sistema educacional e podemos assegurar a formação das competências que o país precisa. Mas, para isso, temos de acelerar as Reformas! Temos de ter uma verdadeira Agenda de Transformação Económica!», fundamenta na sua comunicação, em réplica à intervenção do Primeiro-ministro, que foi chamado ao parlamento para debater com os deputados « o desenvolvimento sustentável» do país.

A presidente da PAICV avança que tal desiderato só será possível de ser alcançado se Cabo Verde fortalecer as suas nossas Instituições e a Administração Pública, para, em consequência, se sentir melhoria na acção do Governo e na actuação da máquina pública.

«Temos de acelerar as reformas para promovermos a melhoria da competitividade, do clima de negócios, do funcionamento do mercado de trabalho e conseguirmos reduzir o desemprego, de forma séria, sustentável e com empregos dignos», propõe a líder da oposição em termos de políticas alternativas para o país.

Segundo a jovem mulher com maior responsabilidade política em Cabo Verde, para o PAICV é preciso fazer mais e melhor. «Mas, para isso, é preciso assumir um projecto de sociedade que volte a colocar as pessoas no centro das atenções, que coloque a realização do bem comum como a razão de ser da política e da existência do Estado, e onde a coesão social seja um imperativo do processo de desenvolvimento», fundamenta.

A pensar nisso, JHA critica que o Governo de Ulisses Correia e Silva já tem três anos de mandato sem realizar reformas com impacto, desafiando que o país precisa de uma resposta urgente aos novos desafios. «Entendemos que é preciso uma resposta urgente aos novos desafios, pois, apesar de já se terem passado três anos sem reformas com impacto, o Governo vai a tempo de começar a construir, pois o País precisa disso e os cabo-verdianos anseiam por isso!».

Desenvolvimento sustentável e desafios por sectores

Referindo-se a este tema que esteve em debate, a líder da oposição fez questão de realçar que o turismo pode desempenhar um papel relevante no processo. «Só é possível falar de desenvolvimento sustentável se tivermos em conta o Turismo e a necessidade da sua consolidação, com novos produtos de valor acrescentado, com a promoção dos destinos internos e com a criação de facilidades para mobilizar investimentos externos».

JHA acrescenta que só será possível Cabo Verde alcançar um desenvolvimento sustentável se o nosso crescimento económico se alicerçar também nas potencialidades da Economia Marítima, com o ordenamento do nosso espaço marítimo e a gestão integrada das nossas zonas costeiras.

Segundo ainda a mesma fonte, não é possível sonharmos com o desenvolvimento sustentável se não entendermos que os investimentos feitos, nos últimos anos, no Mundo Rural, tornaram a Agricultura e a Pecuária atractivas. «Mas, ainda assim, precisamos de mais investimentos, para termos uma agricultura mais moderna e mais competitiva, e, em consequência, alcançarmos o objectivo de satisfazer as demandas do mercado - nacional, turístico e da diáspora -, e de responder, de forma sustentável, aos desafios da segurança alimentar e nutricional».

A chefe máxima do Partido da Independência explica, também, a forma como o país pode chegar a esse patamar de desenvolvimento almejado. «É evidente que, para chegarmos a esse patamar, teremos de apostar no aumento da produção e da produtividade, com base nos processos de modernização e na utilização intensiva de tecnologias mais avançadas de produção, com expansão da irrigação, para atingirmos 15% da área cultivável».

Propostas alternativas para energia,TIC e água

Mas Janira Hopffer Almada não ficou por aí em termos de politicas alternativas para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde. «Um País que preconiza o desenvolvimento sustentável tem de apostar nas Energias Renováveis, com a ambição de, até 2030, alcançar 100% de penetração. Mas, para isso, há que incrementar a micro-geração e apostar em parcerias público-privadas, para aumentar os parques de produção de energias limpas».

Tendo essa ambição do desenvolvimento sustentável, a líder da oposição advoga que Cabo Verde não pode deixar de ter um posicionamento estratégico nas Tecnologias de Informação e Comunicação - estas constituem, hoje, um novo conceito de posicionamento estratégico para a competitividade da Nação.

«Temos de ser ambiciosos e querer ter um IState, com um Igov, nos diversos sectores. Na saúde, na educação, nos negócios, na cultura, na política e nos serviços», pontua a Presidente do PAICV, concluindo que será também preciso assegurar o acesso à água, como um direito básico, e ainda o acesso ao saneamento.

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