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Parlamento: MPD critica suspeições da oposição e defende que Cabo Verde está no patamar cimeiro nos relatórios internacionais, PAICV lembra má herança da década de 90 15 Fevereiro 2019

O Movimento para a Democracia (MpD, poder) criticou, hoje (14/02), em declaração política no parlamento, as suspeições “sem provas” lançadas pela oposição e destacou que relatórios de “prestigiadas instituições internacionais” vêm colocando Cabo Verde sempre num patamar cimeiro. Já o PAICV lembrou que no relatório da Freedom House de 2004, altura em que o partido era Governo, o país teve “uma classificação má, porque retratava precisamente a situação da década de 90”.

Parlamento: MPD critica suspeições da oposição e defende que Cabo Verde está no patamar cimeiro nos relatórios internacionais, PAICV lembra má herança da década de 90

Através de uma declaração política, o deputado do MpD, Carlos Monteiro, afirmou, segundo a Inforpress, que os sucessivos relatórios de insuspeitas e prestigiadas instituições internacionais “vêm desmascarar e pôr a nu a forma de fazer política do PAICV”.

“Pensamos nós que, no Estado de desenvolvimento da democracia, o PAICV deveria ser uma oposição mais responsável e contribuir de uma forma positiva para o desenvolvimento de Cabo Verde bem como configurar-se uma alternativa credível, o que infelizmente não é o que vimos”, criticou o eleito do MpD.

Segundo o deputado citada pela agência cabo-verdiana de notícias, enquanto o PAICV tenta levantar suspeições sobre o processo de privatização dos TACV, a revista britânica The Ecomist classificou Cabo Verde na 26ª posição no mundo num total de 167 países, o melhor colocado da CPLP, o segundo em África e à frente de vários países da União Europeia, nomeadamente Portugal e França.

Conforme Calos Monteiro, enquanto o PAICV tenta levantar suspeições sobre o precesso de concessão de serviço público de linhas marítimas, a Transparência Internacional colocou Cabo Verde no 45º lugar no índice de percepção de corrupção, tendo o País melhorado três pontos e ficando em terceiro lugar em África.

O parlamentar do MpD também afirmou que apesar de o partido da oposição ter lançado suspeições sobre incentivos à indústria de lacticínios “eis que os cabo-verdianos foram brindados no mercado nacional com sumos de qualidade de sabores tradicionais a um preço muito competitivo”, para além das “centenas postos de trabalhos directos e indirectos que este incentivo proporcionou”.

Carlos Monteiro disse ainda que, enquanto o PAICV tenta levantar suspeições sobre o novo contrato de conceção para Cabo Verde Telecom, a Freedom House colocou recentemente o país “no altar dos mais livres do mundo”.

PAICV e UCID defendem subida na classificação do país

Da parte da Oposição, reagiu o deputado João Baptista Pereira, do partido Africano da Independência de Cabo-Verde (PAICV). Este eleito defendeu que as avaliações dessas instituições têm sido feitas ao longo dos tempos e têm sido consistentes.

O mesmo lembrou que no relatório da Freedom House de 2004, altura em que o PIACV era Governo o país teve “uma classificação má porque retratava precisamente a situação da década de 90”.

“Esse relatório que referia a jornalistas e sindicalistas que foram presos. Nós temos jornalistas que hoje vivem exilados no estrangeiro porque não conseguiram viver em Cabo Verde, fruto da afronta que tiveram e nós criamos, ao longo dos tempos, uma avaliação da Freedom House que vem colocar Cabo verde nos patamares diferentes em termos de liberdade de imprensa”, contra-atacou João Baptista Pereira.

O deputado do PAICV lembrou que neste momento o índicie da percepção de corrupção em Cabo Verde ocupa a posição 45 e tem 57 pontos, mas em 2012 o país tinha 60 pontos e a pontuação obtida agora é a mesma de 2015.

“Não se trata de nada, portanto em 2014 a pontuação era 57. A pontuação de Cabo Verde tem sido neste limite. Já estivemos melhor. Agora é importante perguntar porque é que Cabo Verde tem uma pontuação suficiente, porque 57 é suficiente não é bom. Falta 43 pontos para ser bom”, acrescentou o político, referindo que “não há transparência nos negócios em Cabo Verde”.

Também o líder da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCI, oposição) afirmou que qualquer cabo-verdiano lá onde estiver sente-se honrado e orgulhoso com as classificações dadas a Cabo Verde. No entanto, acrescentou, a percepção dentro do país também deve ser avaliada conjuntamente com as classificações.

“Internamente, nós temos que dizer que precisamos melhorar muito, temos muitas lacunas ainda e não deveremos sentir orgulhosos quando vemos que o caminho que temos a percorrer ainda é extremamente longo porque temos muitas dificuldades internas”, afiançou António Monteiro, dizendo que ainda há cidadãos que ainda sentem receio de participar na vida política activa porque coloca em jogo seu futuro enquanto profissional.

Por sua vez, o ministro dos Assuntos Parlamentares Fernando Elísio Freire, sustentou que a marca Cabo Verde está a conquistar o mundo pela democracia, liberdade e pelo cumprimento das regas de um Estado de direito democrático.

Também afirmou “o que os relatórios dizem de mais importante é que o PAICV está na contra-mão daquilo que é a marca Cabo Verde e daquilo que é o sentimento dos cabo-verdianos.

O mesmo garantiu que a se “em 2017 e 2016 a situação piorou ligeiramente” foi porque “foram denunciadas casos de corrupção na gestão anterior do país e essas denuncias tiveram o impacto na classificação”, conclui a Inforpress.

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