POLÍTICA

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Parlamento: MpD acusa oposição de fazer ataques ferozes ao Governo em declaração política 17 Maio 2019

O Movimento para a Democracia (MpD, poder) acusou hoje a oposição de fazer “ataques ferozes” a tudo o que o Governo faz e pediu uma nova forma de estar na política.

Parlamento: MpD acusa oposição de fazer ataques ferozes ao Governo em declaração política

Na declaração política que foi feito pelo deputado João Gomes, o MpD realçou que a política é uma actividade nobre que por mais dissensos que possa comportar, deve-se construir pontos de entendimentos que ajudem os agentes políticos a agir com urbanidade e elevação evitando a vulgarização ou banalização das questões do Estado, que solicitam uma atenção adequada.

“Ora aqui, ora ali, a liderança do PAICV tem lançado ataques ferozes a tudo quanto o Governo faz. Na falta de argumentos que a credibilizam junto da sociedade, não hesita em fazer uso da demagogia e do populismo para buscar afirmar-se à imagem de uma naufraga à guarda de um pau que a ponha a salvo das intempéries que anda a criar”, afirmou João Gomes.

Segundo o mesmo deputado, no pensar da liderança do PAICV, o Governo do MpD não passa de “um grupo de rabidantes que mais não sabem senão delapidarem os bens públicos.” No seu entender esta é uma visão errada porque assenta, acima de tudo, “em má fé e em preconceitos ideológicos” que “não tem lugar nas democracias, cuja luta política não deve ultrapassar em momento algum os ombreais da decência.”

O eleito do MpD defendeu que este discurso se assemelha ao feito na década de 90 quando o MpD conquistou o poder. Isto porque, acrescentou, ao invés de reconhecer os progressos “em tão pouco tempo conseguidos por Cabo Verde”, faz-se de surdo e mudo, procurando na lógica do bota-abaixo enlamear os caminhos percorridos por este Governo”.

Para o líder do Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Rui Semedo, não é de hoje que “há uma estratégia clara de destruir a líder do PAICV”, mas também há uma perspectiva de condicionar o exercício da oposição democrática.

“A maioria queria ter uma oposição dócil que não dê combate político, e que se silenciasse perante as acções e os desmandos. Mas, felizmente não somos apenas nós a criticar a maioria e a sua acção política,” lembrou o político, citando as críticas ao MpD saídas esta semana num artigo de Armindo Ferreira, no jornal Expresso das Ilhas.

Reagindo também à declaração política, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) que também é oposição, afirmou que ontem o PAICV levou questões para o debate com o vice-primeiro-ministro que precisam ser esclarecidas. Pelo que não é por causa dessas questões que se deve “tentar condicionar” a oposição.

“Quando à oposição, neste caso o PAICV, trouxer aqui uma questão penso que é uma questão normal desde que se justifique e que se explique. Agora, por causa disso, hoje termos uma declaração política a querer condicionar a oposição, mas a UCID entende que não é este o papel da política,” desabafou António Monteiro, para quem o papel dos partidos é servir a Nação cabo-verdiana, zelar pelos interesses de Cabo Verde, independentemente de estar ou não na situação ou na oposição. A Semana com Inforpress

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