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Parlamento: MpD e UCID concordam com acções do Governo e PAICV questiona a sua efectividade das medidas pós-pandemia 24 Junho 2020

Os três partidos com assento parlamentar reconheceram as “boas intenções” das medidas anunciadas pelo Governo para dar combate no período pós-pandemia, entretanto, o PAICV questiona a efectividade destas acções na vida das pessoas e das empresas.

Parlamento: MpD e UCID concordam com acções do Governo e PAICV questiona a sua efectividade das medidas pós-pandemia

A líder do Partido Africano para Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Janira Hopffer Almada, começou a sua intervenção, na sessão parlamentar que iniciou hoje com o objectivo de de debater com o primeiro-ministro as medidas após a pandemia, reconhecendo que o País está submerso numa “crise profunda”.

Para o partido, segundo a mesma fonte, este é o momento em que “todos devem se libertar de tacticismos políticos para se concentrar nos interesses de Cabo Verde, que clama de todos os seus filhos o juntar de esforços para se encontrar os melhores caminhos, que conduzem a uma vitória sobre os grandes obstáculos que a crise apresenta”.

Por isso, ajuntou, o PAICV tem adoptado uma “atitude de compreensão e de não confrontação política” e até acredita que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro após a pandemia são “boas medidas na intenção e visavam o melhor”.

“Mas as medidas, para terem impacto na vida das pessoas, das empresas e do País, devem ser materializadas com eficácia e com eficiência, o que implica a sua aplicação em tempo curto”, considerou Janira Hopffer Almada, lembrando que foram anunciadas medidas sociais, económicas e judiciais, mas que “tão importante como o anúncio e a sua aprovação deve ser a sua rigorosa implementação”.

A líder da oposição apontou vários pontos, entre os quais, a “resistência” do Governo em aumentar o número de testes e deixar o país com quase 70 dias com um único equipamento de diagnóstico, que quando ia para manutenção deixava o País sem testes.

A mesma fonte criticou ainda as moratórias bancárias, propostas pelo PAICV e aceite pelo Governo, mas que a seu ver não foram efectivadas de modo a apoiar as empresas e o facto de após três meses ainda existirem trabalhadores que não receberam os 35 por cento (%) dos seus salários.

“O senhor acha que apoiar famílias carenciadas com uma cesta básica de cerca de 515 escudos é suficiente para alimentar uma família durante um mês”, questionou ainda Janira Hopffer Almada ao primeiro-ministro, adiantando não concordar que “os sacrifícios sejam suportados apenas por aqueles que podem menos e que o Estado continue a fazer gastos com matérias e com despesas que nada tem a ver com a pandemia”.

Já a líder parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, poder), Joana Rosa, disse que a nível mundial, a pandemia está a ter impactos e devastando economias e, Cabo Verde sendo “muito vulnerável a choques externos”, vê-se confrontado com a mesma situação.

MpD e UCID alinham com o Governo

Joana Rosa considerou que a realidade é “dura”, mas que as medidas adoptadas na declaração de estado de emergência foram “globalmente adequadas, positivas e assertivas” e reconhecidas pelos cabo-verdianos, entidades nacionais e internacionais.

“Cabo Verde vai ser obrigado a implementar medidas de excepção económica robustas, com base em acções, que devam ser estratégicas e fortes, assentes numa perspectiva de longo prazo e que permitam ao País enfrentar com sucesso e com confiança a crise, retomando o caminho do crescimento e dar confiança às suas populações”, defendeu.

“Da mesma forma que vamos ter que conviver com o vírus da covid-19, vamos ter que agir e gerir os seus impactos negativos na nossa economia”, lembrou a deputada, para quem é bom saber e poder comunicar ao País que as medidas emergenciais vão continuar para que “cada família cabo-verdiana possa, apesar da crise, continuar a ter sustento para os seus filhos, face a diminuição da actividade económica e dos seus rendimentos”.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) concorda também com as medidas implementadas pelo Governo no período pós-pandemia para as empresas e para as famílias e as considerou “extremamente interessantes”, segundo o líder do partido, António Monteiro.

Isto embora, conforme a mesma fonte, antes já tenha questionado e pedido que o “Governo refizesse o processo para que as pessoas, as famílias e as empresas pudessem ter os recursos necessários para efectivamente darem combate à situação”.

António Monteiro desejou que o debate de hoje possa trazer à tona muitos dos problemas que os cabo-verdianos estão a enfrentar e apresentar as soluções. A Semana com Inforpress

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