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Parlamento: PAICV acusa membros do Governo de trocar funções para promover candidatos nas autárquicas 30 Outubro 2020

O PAICV considerou hoje durante o debate parlamentar que membros do Governo trocaram a governação pelas acções de promoção dos candidatos e candidaturas do partido no poder, nas eleições autárquicas do passado dia 25.

Parlamento: PAICV acusa membros do Governo de trocar funções para promover candidatos nas autárquicas

A posição foi defendida pelo líder da bancada parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Rui Semedo, explicando que a participação dos governantes nas campanhas foi ainda “ostensiva e massiva”.

Segundo avançou, logo a seguir a marcação da data das eleições, os membros do Governo foram “literalmente expedidos para as ilhas e concelhos” para visitar obras, algumas paralisadas há cerca de um ano ou mais, anunciar novas obras e “engordar os programas e plataformas” das candidaturas do MpD.

“Muitas das missões foram pagas com os recursos do erário público, pervertendo as regras do jogo democrático, desequilibrando as condições de disputa e favorecendo as candidaturas ligadas ao poder investido”, acusou o deputado.

Avançou que do ponto de vista do PAICV não está em causa a participação dos dirigentes partidários nas campanhas eleitorais, mas, sim, “a mistura e a confusão de papéis”, numa “clara promiscuidade”.

“Tudo isso aconteceu de forma descarada com toda a naturalidade do mundo, envolvendo até o presidente do Parlamento, que integrou as caravanas eleitorais em várias ilhas sem qualquer pudor”, frisou.

Sublinhou que a questão foi agravada ainda pela “diferença abismal” de recursos envolvidos nessas eleições, sendo que da parte dos partidos da oposição se via a dificuldade de estruturar uma campanha, enquanto da parte dos “candidatos do Governo” não se disfarçava “a abundância e a ostentação”.

Outra chamada de atenção de Rui Semedo foi o início de obras em plena campanha eleitoral ou, “pior ainda”, o “fornecimento de materiais de construção quase como contrapartida ao voto das pessoas”.

Por outro lado, defendeu que não se pode negar que há um “avanço importante” do PAICV, que o povo atribui responsabilidades para governar “importantes municípios” como Praia, Santa Cruz, São Domingos, Tarrafal, Ribeira Grande, Boa Vista, Mosteiros e São Filipe, para além da participação na gestão das câmaras de São Vicente e Santa Catarina.

“Encaramos estes resultados com sentido de responsabilidade e com toda a humildade vamos assumir isso como uma oportunidade que o povo quis dar-nos para contribuirmos de forma activa para o desenvolvimento local”, sustentou.

Contudo, realçou que a democracia cabo-verdiana “saiu reforçada com esta participação de todos”, não obstante ao facto de o País ter estado a “perder pontos e posições nas avaliações do The Economist Intelligence Unit”, em que passou, em 2018, da 23.ª posição para a 26.ª, e em 2019 de 26.ª para a 30.ª. A Semana com Inforpress

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