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Parlamento: PAICV classifica de “desonestidade sem limites a propaganda do Governo” com justificação de que anterior executivo fez o mesmo 31 Maio 2019

O PAICV classificou hoje de “desonestidade sem limites” o facto de o Governo justificar a sua “propaganda fora do período eleitoral”, porque o anterior executivo também o tinha feito.

Parlamento: PAICV classifica de “desonestidade sem limites a propaganda do Governo” com  justificação de que anterior executivo fez o mesmo

Segundo o líder do grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), a justificação do Governo liderado por Ulisses Correia e Silva de que “está a reagir às críticas”, segundo as quais “não sabe comunicar” é uma desculpa que, além de “esfarrapada, fere o estado de sanidade mental das pessoas”.

Rui Semedo, citado pela Inforpess, fez essas considerações numa declaração política que antecedeu o no período de antes da ordem do dia.

“Dizer que se faz assim porque os outros fizeram é de uma desonestidade sem limites”, vincou a bancada do PAICV, acrescentando que nunca se utilizou das “fragilidades das pessoas” de forma “tão tão vil, descarada e tão despudorada”.

Na perspectiva dos eleitos do PAICV, o conteúdo do “produto propagandista” do Governo contempla as áreas em que os resultados são “mais débeis ou praticamente inexistentes”.

No concernente ao abastecimento da água, considerou que a situação é “crítica” e que em alguns casos é de “duvidosa qualidade para o consumo”.

Conforme a mesma fonte, o PAICV acusou ainda o Governo de a “propaganda” feita no domínio das infra-estruturas recair sobre uma “estrada iniciada” na era do executivo anterior, em 2015, e inaugurada por Ulisses Correia e Silva.

O emprego, prosseguiu, encontra-se “estagnado absorvendo cada vez menos mão-de-obra” e o não aparecimento de novas ofertas “aumenta as frustrações e alimentam as desilusões”.

Relativamente à segurança, afirmou o líder da bancada do PAICV, há registos de assaltos “todos os dias”, enquanto o “desaparecimento e assassinato de pessoas se multiplicam”.

A evacuação dos doentes não ficou de fora da declaração política do maior partido da oposição, que acusou o Governo de “incúria ou descaso”, levando, de acordo com este partido, que várias vidas “fossem ceifadas”.

Rui Semedo mostrou-se preocupado com o avião contratado para o transporte de doentes que “nem sequer se encontra no país”.

MpD contra-ataca e UCID reforça as críticas

Por sua vez, reagindo às afirmações do PAICV, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, informou que a referida aeronave está na Praia e “pronto para voar”.

“O senhor está a ser daninho para com a verdade”, lamentou o governante, que discordou da intervenção de Rui Semedo na parte em que este falou de “raio de concurso”, quando, na verdade, “concorreram cinco empresas de forma transparente e com parecer favorável da Autoridade Reguladora das Aquisições Públicas (ARAP)”.

“O que acabamos de assistir aqui são as notícias falsas”, sublinhou Elísio Freire, referindo-se às declarações do PAICV.

Por seu lado, o vice-presidente da bancada do Movimento para a Democracia (MpD, poder), Miguel Monteiro, considerou que os parlamentares da oposição fizeram tal declaração política porque lhes “correram mal” o debate de quarta-feira, 29, com o primeiro-ministro, cujo tema era o crescimento económico de Cabo Verde nos últimos três anos.

Já para o líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) critica que é “estranha a forma” como o Governo do MpD está a fazer a publicidade.

Lembrou que, no passado, o seu partido também estranhara a forma como o executivo liderado pelo PAICV fazia a publicidade das suas realizações.

“A melhor de publicidade que se possa fazer é fazer as coisas acontecerem para que as pessoas sintam que nas suas vidas há mudança pela positiva, porque o Governo que elegeu está a trabalhar nesse sentido”, indicou o parlamentar eleito nas listas dos democratas-cristãos por São Vicente, para quem, quando “não existem resultados palpáveis” recorre-se a “subterfúgios para fazer passar a imagem de que se está a fazer muita coisa”, refere o lider da UCID.

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