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Parlamento: PAICV condena em declaração política “processo intransparente” na reestruturação da Cabo Verde Airlines 11 Mar�o 2021

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) condenou hoje o “processo intransparente” na reestruturação da Cabo Verde Airlines (CVA), apontando que o Governo vem injetando recursos financeiros, “violando as leis da República”.

Parlamento: PAICV condena em declaração política “processo intransparente” na reestruturação da Cabo Verde Airlines

A posição foi manifestada pelo deputado do PAICV Julião Varela durante a declaração política do partido, no início do segundo dia do debate parlamentar desta sessão.

Conforme apontou a mesma fonte, o PAICV iniciou um processo de reestruturação da companhia aérea nacional que permitiu a entrada de privados de entre as quais a própria Binter, actual Cabo Verde Interilhas.

Nesta linha, frisou, com a chegada do Governo do MpD, demitiu-se o presidente do conselho de administração e só em 2017 é que se optou por montar um processo “eivado de intransparência”, que agora se mostra “difícil de corrigir”.

“O Governo do MpD, a contragosto dos cabo-verdianos, vem injectando recursos financeiros e concedendo avales e garantias com violação das leis da República”, indicou, afirmando que já foram mais de 15 milhões de contos num curto espaço de tempo, “operações de altíssimo risco para as Finanças Públicas”.

O parlamentar sublinhou que a TACV como a CVA têm sido um “sorvedouro do dinheiro público”, referindo que até o Governo está com “vergonha de anunciar” essas intervenções financeiras que vem fazendo de forma sistemática e continuada.

“Os cabo-verdianos foram obrigados a subsidiar linhas deficitárias, pois a CVA, em vez de estar ao serviço do País, esteve a realizar, durante um longo período, voos quase vazios e com preços extremamente baixos privilegiando outros destinos que não serviram Cabo Verde”, revelou.

Por outro lado, disse que o País não tem nenhum avião e a promessa era de 11 Boeing e os barcos novos (5) que deveriam ser apresentados pela empresa, também seleccionada por ajuste directo, no sector marítimo, nunca chegaram.

Considerou que essa situação “aumentou assim as dificuldades” na mobilidade de pessoas e bens entre as ilhas, os bilhetes ficaram mais caros, particularmente, para os emigrantes que passaram a pagar o dobro do preço das passagens para visitar o arquipélago.

“O País não ganhou nada com a opção feita pelo Governo, nem mesmo o troco de 48 mil contos pela venda dos 51 por cento (%) de acções da Loftleider foram pagos ao Estado de Cabo Verde”, atestou.

Para o PAICV, “está provado” que o “interesse nacional não vem sendo acautelado” e o Executivo está interpelado a reconhecer o erro, “pôr de lado qualquer orgulho” e assumir imediatamente as suas responsabilidades.

Momento de travar sangria financeira e posição do Governo

Por fim, Varela realçou que é chegada a hora de parar “essa sangria financeira”, colocar na mesa a cláusula da resolução do acordo, para resgatar a CVA, e poupar os cabo-verdianos de, “ilegitimamente”, continuarem a subsidiar investidores, que em vez de trazerem capital, se empenham em continuar a “sugar os parcos recursos do País”.

Refira-se que, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse quarta-feira aos jornalistas que está “tudo preparado” para o reinício, “muito brevemente”, das operações da Cabo Verde Airlines, cujas operações estão suspensas desde Março do ano passado.

No dia 26 de Fevereiro, o ministro dos Transportes, Carlos Santos, anunciou a aprovação de mais um aval à CVA no montante de milhões de euros, (cerca de 440 mil contos cabo-verdianos) na empresa para o reinício das operações e para financiar parte do saldo operacional negativo estimado num período de cinco meses. A Semana com Inforpress

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