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Parlamento: PAICV diz que é preciso reconhecer desafios no sector da educação que Cabo Verde não tem conseguido vencer 06 Outubro 2021

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) defendeu hoje que é preciso reconhecer que há desafios no sector da educação que Cabo Verde não tem conseguido vencer, independentemente de quem esteja a governar o país.

Parlamento: PAICV diz que é preciso reconhecer desafios no sector da educação que Cabo Verde não tem conseguido vencer

“Viemos aqui propor um diálogo construtivo, e temos de reconhecer que há desafios que Cabo Verde não tem conseguido vencer, independentemente dos partidos no poder”, disse a deputada Josina Fortes, do PAICV.

Este ponto de vista foi colocado na sua intervenção inicial na primeira sessão ordinária de Outubro da Assembleia Nacional, que arrancou hoje, tendo como um dos pontos no projecto da ordem do dia o debate com o ministro da Educação.

A parlamentar advogou que falar de educação é também falar de cooperação, de colaboração, defendendo que cabe ao Governo a responsabilidade de delinear as políticas educativas e procurar realizá-las buscando todos os recursos necessários, incluindo o financiamento.

“É do nosso entender que neste sector em particular, o diálogo é fundamental, para permitir que todos os actores implicados participem na construção de soluções, que terão uma enorme repercussão na nossa sociedade”, acrescentou.

Josina Forte relembrou que o mundo está ainda a lidar com uma pandemia, mas que, por outro lado, está também a viver uma revolução tecnológica e do conhecimento, que foi acelerada por essa pandemia.

“Hoje, mais do que nunca, importa capacitar os nossos jovens para que tenham uma profissão, mas também para que adquiram instrumentos de compreensão do mundo onde vivemos, e de participação mais activa na sociedade democrática. Hoje, mais do que nunca, importa focar na formação das pessoas, e menos na produção de diplomas”, defendeu.

Prosseguindo, esta parlamentar desafiou os seus colegas a imaginar como geriam o seu trabalho se estivessem hoje no edifício da Assembleia Nacional sem casas de banho.

Segundo disse, é nessas condições que “muitas crianças” estão a ir para as suas escolas, todos os dias, “sem casas de banho e proibidas de beber água”.

“Pensem nas consequências para a saúde dessas crianças, já sem falar no seu rendimento escolar. Este é um problema que temos urgência em resolver”, continuou.

Voltando à questão da pandemia da covid-19, a parlamentar do PAICV fez alguns questionamentos em relação à percentagem dos profissionais do ensino que já têm a vacinação completa, bem como o número de alunos por sala por forma a se respeitar as medidas de segurança sanitária, de distanciamento e a disponibilização de máscaras para os alunos mais carenciados.

“Precisamos de saber, senhor ministro [Amadeu Cruz], se a saúde de todos está a ser salvaguardada. Foi-nos dito que não há ainda manuais para todas as disciplinas do 9º ano de escolaridade, nem os de Língua Portuguesa e Matemática para o 8º ano. Quando é que os alunos terão esses manuais? Senhor ministro, queremos hoje aqui perguntar o que se passou com o programa curricular de Geografia do 9º ano?”, acrescentou.

Josina Fortes afirmou ainda que o PAICV tem queixas de vários docentes, de que tiveram de alterar o programa de um dia para o outro, depois do início do ano escolar e também muitas queixas acerca do reagrupamento escolar.

“Para vencermos os desafios do mundo actual, urge modernizar o ensino. Para isso, apelamos aqui ao diálogo, ao debate enriquecedor. São muitas as propostas feitas, incluindo um apelo à despartidarização do sector da educação. Queremos saber que andamento tem sido dado a estas e outras reivindicações da classe docente”, disse. A Semana com Inforpress

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