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Parlamento: PAICV questiona contratos existentes entre o Governo e a empresa do deputado Miguel Monteiro 28 Maio 2020

O PAICV questionou hoje os contratos existentes entre o Governo e a empresa do deputado Miguel Monteiro, bem como dos eventuais concursos que terão levado à sua contratação nos serviços da Administração Pública.

Parlamento: PAICV questiona contratos existentes entre o Governo e a empresa do deputado Miguel Monteiro

A posição do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) foi manifestada pelo deputado Julião Varela, durante uma declaração política na sessão parlamentar.

Conforme apontou, há denúncias graves que envolvem deputados nacionais eleitos nas listas do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) e que desempenham funções de relevância seja no parlamento seja no seu partido.

Julião Varela disse que a primeira denúncia envolve o deputado do MpD Miguel Monteiro que apesar de ser um deputado suplente foi eleito primeiro-secretário da mesa da Assembleia Nacional e membro do conselho de administração da casa parlamentar, sendo ainda eleito secretário-geral do MpD até ao mês de Março de 2020.

“E o deputado Miguel Monteiro também é sócio e gestor da empresa IT Solutions e será importante acrescentar que esta empresa foi criada em 2017, ou seja, depois de o MpD ganhar as eleições”, sublinhou.

De acordo com a sua intervenção, das pesquisas feitas até este momento não foi possível localizar qualquer concurso público para a contratação dos serviços da empresa do deputado Miguel Monteiro.

Por isso mesmo, avançou, visando um cabal esclarecimento o PAICV solicitou ao vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, informações sobre os contratos existentes entre o Governo e a referida empresa bem como dos eventuais concursos que terão levado à sua contratação.

Para Julião Varela, na vez de o MpD governar “tinha de vigorar” o “Nha Bez (a minha vez)” na atribuição de apoios do Estado, no perdão das dívidas fiscais, no acesso a terrenos públicos, na reabilitação de casas, na atribuição de licenças de táxis e, “ultimamente, até na distribuição de cestas básicas”.

“A situação se alastrou de tal forma que chegou a outros domínios como a atribuição de cargos, naturalmente, muito bem remunerados mesmo em situações em que a ética e a moral aconselhariam um refrear desses ímpetos.

No seu entender, “não se pode permitir” que continue a vigorar este sentimento generalizado na sociedade cabo-verdiana e nos jovens, de que “só o detentor de cartão de militante do partido no poder poderá almejar a certos cargos”.

Além disso, ressaltou, não se pode ignorar que nos últimos tempos “o país vem sendo confrontado” com denúncias públicas do envolvimento de deputados nacionais na gestão de empresas privadas e na presidência de instituições similares “fazendo negócios com o Estado” e com “fortes suspeitas de que estes negócios estejam a ser feitos à margem da lei” vigente na matéria. A Semana com Inforpress

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