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Debate/Parlamento: Programas de emergência para mitigação dos efeitos da seca foram implementados nas zonas rurais – PM 27 Maio 2020

O primeiro-ministro (PM), José Ulisses Correia e Silva, disse hoje no parlamento que “programas de emergência para mitigação dos efeitos da seca foram concebidos e têm sido implementados” com particular incidência nas zonas rurais.

Debate/Parlamento: Programas de emergência para mitigação dos efeitos da seca foram implementados nas zonas rurais – PM

No seu discurso de abertura do debate mensal com os deputados, sob o tema “políticas públicas para o mundo rural e medidas para o contexto de emergência” proposto pelo PAICV (oposição), Ulisses Correia e Silva referiu-se aos três anos de seca severa que assolam o país e levaram à declaração de situação de emergência hídrica (crise aguda de falta de água) em seis municípios da ilha de Santiago e no norte da Boa Vista.

O chefe do Governo disse que para responder à emergência estão em curso investimentos superiores a 500 mil contos em dessalinizadoras para a Ribeira da Barca em Santa Catarina, Ribeira da Prata no Tarrafal, para a Praia que vai beneficiar Ribeira Grande de Santiago, São Domingos e São Lourenço dos Órgãos e o reforço da distribuição de água potável fora da rede às zonas altas de Santiago, além de uma dessalinizadora para o norte da Boa Vista.

“Para além destes, estão ainda em processo investimentos de 520 mil contos para dessalinizadoras nas localidades de Furna na Brava e no Maio”, disse o primeiro-ministro.

“Não temos uma visão reducionista do mundo rural e nem limitadora do seu desenvolvimento”, disse Ulisses Correia e Silva, admitindo que “dificuldades existem, o nível de pobreza é elevado e atinge quase 50% da população de zonas rurais”, mas considerou que “não é com a apologia da pobreza, com o assistencialismo e com o populismo que se rompem as barreiras do ciclo vicioso da pobreza”.

No entender do chefe do Governo, “para além dos calculismos de curto prazo é preciso construir o futuro, plantar bem hoje, regar e cuidar para colher amanhã”.

“Por isso, damos respostas às situações de emergência e ao mesmo tempo, orientamos os territórios rurais para os objectivos do desenvolvimento sustentável com políticas abrangentes e integradas”, disse Ulisses Correia e Silva.

O primeiro-ministro garantiu que antes da pandemia da COVID 19 “o país fechou o ano de 2019 com um crescimento económico de 5,6 por cento (%), consistente com o ritmo de crescimento registado desde 2016, que o desemprego situava-se em 10,2% e a confiança na economia estava em alta” e continua optimista em relação ao futuro e confiante na tenacidade e resiliência dos cabo-verdianos.

“Em três meses, do início da epidemia até à data, os cabo-verdianos no país e na diáspora não desaprenderam de lutar, antes pelo contrário estão a dar um bom combate à propagação do vírus”, disse o primeiro-ministro, adiantando que apesar de todas as restrições os cidadãos e as famílias “não perderam a fé e a confiança, antes pelo contrário sabem que melhores dias virão e que o seu papel na recuperação da vida social e económica do país é importante”.

O chefe do Governo reconheceu que “os empresários e os investidores não se entregaram à fatalidade” e que, pelo contrário, “anseiam pela estabilização, recuperação e relançamento dos seus negócios”.

“O Governo concebeu e implementou medidas atempadas e assertivas de protecção sanitária, de protecção social, de protecção ao emprego e às empresas”, disse o primeiro-ministro que assumiu que “as empresas e os trabalhadores consentiram sacrifícios através do ‘lay-off’ e os trabalhadores do sector informal estão com sérias restrições no exercício da sua actividade”.

Segundo o chefe do Governo, isso acontece porque todos sabem que Cabo Verde está “perante um forte choque externo, uma crise sanitária e económica que atinge todos os países do mundo” e que “em nome da vida e da saúde pública e em defesa do país é preciso consentir sacrifícios” porque “não resta outra alternativa senão combater e vencer a epidemia”.

“O caminho da estabilização e da recuperação da economia é duro e exigente”, disse Ulisses Correia e Silva, para quem não há outra alternativa senão “trilhar e não perder de vista e nem perder o propósito de atingir os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável”. A Semana com Inforpress

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