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Parlamento: UCID critica governo por conjunto de promessas não cumpridas durante mandato 27 Mar�o 2021

A União Cabo-verdiana Independente Democrática, criticou hoje o Governo por um conjunto de promessas não cumpridas durante o mandato, apontando que o País necessita de um novo rumo, para melhorar as condições de vida dos cabo-verdianos.

Parlamento: UCID critica governo por conjunto de promessas não cumpridas durante mandato

Segundo escreve a Inforpress, a posição foi manifestada pelo presidente da União Cabo-verdiana Independente Democrática (UCID), António Monteiro, durante a declaração política do partido, nesta que é a última sessão parlamentar desta legislatura.

Conforme apontou, os cabo-verdianos, em 2016, colocaram uma “grande esperança” no Governo do Movimento para a Democracia (MpD, poder), mas que, no entanto, “foi diluindo com o tempo”, e hoje, indicou, já “quase nada resta” a não ser procurar uma terceira via “fazendo brotar no horizonte novos sonhos”.

“As promessas foram tremendas, para cinco anos depois termos pouca coisa para apresentar a não ser muitas palavras, que confrontadas com a realidade na vida dos cabo-verdianos, estas mesmas palavras, acabam por ficar envergonhadas”, referiu.
Segundo o deputado, não se cumpriu o essencial daquilo que foi prometido, nomeadamente os 45 mil postos de trabalho, as várias infra-estruturas anunciadas para todo o País, a redução da carga fiscal junto dos micro, pequenos e médios empresários, cita Inforpress.

Considerou que o Governo, não cumpriu com a reforma dos transportes aéreos, marítimos e rodoviários, deixando Cabo Verde “refém de critérios pouco claros” por parte dos parceiros nesses sectores.

Neste sentido, avança a fonte, afirmou que a Cabo Verde Airlines, que no início do processo de privatização a UCID aplaudiu, acabou por tornar-se num “pesadelo” para o País, já que o contrato assinado com o parceiro “é lesivo aos interesses do País”.

“Não aceitamos desculpas de pandemia, pois, muito antes desta crise, já a companhia estava mergulhada numa outra profunda crise”, sublinhou.

Segundo a mesma fonte, assinalou que nos voos domésticos a situação é também difícil de se entender, tendo em conta que o presidente do Conselho de Administração da Agência de Aviação Civil (AAC) “é obrigado a sair”, numa altura em que uma exigência técnica comercial leva a contenda e a entidade reguladora perde autoridade perante a regulada.

“Os contratos devem ser celebrados de forma clara e objectiva, evitando que qualquer uma das partes utilize brechas para atrapalhar o outro”, sustentou.
Reiterou também que não se cumpriu com o aumento do salário dos cabo-verdianos e nem tão pouco com a devida integração de várias classes profissionais nos seus devidos planos de carreira e salários, nomeadamente os professores.

Inforpress ainda explica que, além disso, frisou o não cumprimento “da tal propalada reforma da justiça”, que as pendências fossem fortemente diminuídas ou que mostrassem essa diminuição de forma acentuada.

Por outro lado, afiançou, não se cumpriu com a dívida pública, que hoje ronda perto de 300 milhões de contos cabo-verdianos e, consequentemente, o serviço da dívida a apresentar valores elevadíssimos, “superiores” aos custos de funcionamento e investimentos de vários ministérios juntos.

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