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Parques eólicos cabo-verdianos pouparam emissão de 44.400 toneladas de CO2 em 2020 09 Setembro 2021

A eletricidade gerada pelos quatro parques eólicos da Cabeólica, uma parceria público-privada cabo-verdiana com financiamento internacional, evitou a emissão de 44.400 toneladas de CO2 em 2020, sendo a empresa com “maior impacto” na redução destes gases.

Parques eólicos cabo-verdianos pouparam emissão de 44.400 toneladas de CO2 em 2020

De acordo com o relatório e contas de 2020 da Cabeólica, a que a Lusa teve hoje acesso, a empresa manteve no ano passado a potência instalada de 25,5 MegaWatts (MW), com 30 turbinas eólicas, distribuídas pelos parques nas ilhas de Santiago (11), Sal (09), São Vicente (07) e Boa Vista (03).

Acrescenta que em 2020 “contribuiu com reduções de emissão de CO2 em cerca de 44.400 toneladas”, valor que compara com as 53.600 toneladas em 2019, quebra justificada com a redução de consumo de eletricidade nas ilhas mais turísticas do arquipélago.

“O ano fica sobretudo marcado pela forte redução da procura, sobretudo nas ilhas turísticas do Sal e da Boa Vista, em resultado da pandemia de covid-19”, lê-se no relatório, que refere que estes parques eólicos produziram no ano passado 64.926 MWh, contra os 78.575 MWh de 2019.

“Até à data, a produção de energia limpa pela Cabeólica permitiu uma redução de cerca de 466.465 toneladas de CO2, tornando-se, assim, a Cabeólica, na empresa com maior impacto na redução de gases de efeito estufa no país, uma conquista importante na luta global contra as mudanças climáticas”, aponta o relatório e contas de 2020.

A Cabeólica acrescenta que foi responsável pela produção de cerca de 14% da eletricidade consumida no país em 2020, “mantendo Cabo Verde como uma referência internacional e um líder na África subsaariana a nível de taxa de penetração de energia eólica”.

“No entanto, importa referir que, em virtude da crise económica e de saúde pública, foram adiados projetos anunciados pelo Governo em 2019, nomeadamente instalação de 10 MW de potência eólica e de 10 MW de potência solar na ilha de Santiago, e de 5 MW de potência solar na ilha da Boa Vista”, lê-se no relatório e contas da empresa.

Os parques da Cabeólica resultaram de um acordo de Parceria Público-Privada, de 2008, entre InfraCo Africa Limited, o Governo e o grupo estatal Electra, e seis anos depois atingiu o seu recorde, garantindo cerca de 24% da eletricidade consumida no arquipélago, tornando Cabo Verde num dos países com a maior taxa de penetração de energia eólica no mundo.

Atualmente, 94% do capital social da Cabeólica está nas mãos da AFC Equity Investments, uma subsidiária detida a 100% pela Africa Finance Corporation (AFC), pertencendo ainda 3,75% ao grupo Electra e 2,25% ao Estado de Cabo Verde.

Estes parques eólicos recorreram do financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no valor total de 45 milhões de euros, reembolsáveis em 28 prestações semestrais, tendo vencido a primeira em 01 de julho de 2012.

A Semana com Lusa

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