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Milionário brasileiro Fabrício Oliveira morto pelo filho "para defender a mãe" 05 Agosto 2021

O adolescente que alvejou fatalmente o próprio pai, Fabrício César de Oliveira, na tarde desta terça-feira, 05, em São Paulo, disse à polícia que foi para defender a mãe, vítima frequente da agressão do marido. O rapaz de 14 anos vai aguardar a tramitação do processo em liberdade.

Milionário brasileiro Fabrício Oliveira morto  pelo filho

Fabrício César de Oliveira era, além de presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, um dos homens mais ricos do Brasil, segundo descreve a imprensa: "dono de um império que engloba diversos negócios no Brasil e no Paraguai e de uma gigantesca fábrica de som automotivo na China com milhares de funcionários".

A sua trágica morte revela outra faceta, como o filho tornado parricida descreveu à Divisão de Homicídios de Valinhos, cidade-satélite de São Paulo onde reside a família.

Segundo o adolescente, o pai era um homem extremamente violento, tanto com a mulher quanto com os dois filhos, ele e o irmão de apenas três anos. Na véspera do crime, Fabrício tinha enfiado o cano de uma arma na boca da mãe, a ameaçar que ia matá-la. Depois, obrigou-a e ao filho a ajoelharem no chão, pois dizia que ia executá-los.

No dia do crime, ainda de acordo com o adolescente, o pai "em mais uma sessão de selvajaria", ordenou-lhe que tirasse toda a roupa, pois ia apanhar uma sova com uma barra de ferro.

A mãe interpôs-se entre o filho e o marido. Fabrício voltou a sua fúria toda contra ela. Ao ver a mãe a ser mais uma vez espancada, o adolescente, mais uma vez de acordo com o seu depoimento à polícia, empunhou uma das armas do pai e atirou três vezes.

Ferido, Fabrício ainda correu para a garagem e tentou fugir no seu carro, mas não conseguiu. Morreu no local pouco depois de a polícia chegar. O filho assumiu o crime aos agentes e foi levado.


Colecionador de armas

Na mansão, localizada num condomínio de luxo onde só vivem milionários, a polícia encontrou ao todo oito armas de fogo, entre elas um fuzil militar e uma sub-metralhadora.

Segundo o filho, o empresário deixava as armas espalhadas em pontos estratégicos da mansão, tanto para ameaçar a família como para o caso de ter de usá-las contra um ataque.

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, que era também colecionador de carros velozes e de altíssimo padrão, todavia enfrentava processos na justiça por burla e por, após essa acusação, ter mudado de identidade, não se sabendo ainda ao certo como o conseguiu.

Outro parricídio mais um filicídio

Também no Brasil, um candidato a vereador identificado como Clóvis Rodrigues dos Santos, de 50 anos, foi assassinado pelo filho de 14 anos.

Foi em março que o candidato a vereador pelo partido Avante, em 2020, foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça. Era mototaxista e "fazia ponto" nas proximidades das lojas da cidade, onde se deu o crime: na cidade de Caxias, a 362 km de São Luís, no Estado do Maranhão.

O caso de filicídio ocorreu também na zona oeste de São Paulo, no início da tarde desta quarta-feira, 4. O pai, Marcos de 46 anos, ao voltar do hospital onde estava a cuidar da mãe septuagenária vitimada por um AVC, deparou-se com uma festa em casa.

O filho Yuri, de 20 anos, tinha convidado amigos alegadamente toxicodependentes. A discussão entre Marcos e Yuri terminou com a morte do filho. Segundo a reportagem da Record, o neto teria agredido a própria avó.

...

Fontes: UOL/TV Record/R7.com. Fotos: O milionário multipremiado. A imprensa brasileira destaca a vida de ostentação de Fabrício, que os carros da coleção provam. Nas redes sociais, identificava-se como "chanceler e comendador", e candidato a bilhonario (sic!).

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