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Partem patas ao leãozinho para o submeter a ’clics’ de turistas 13 Junho 2020

A espécie humana é variada e a celebridade russa que augurou a extinção de metade da humanidade pelo coronavírus talvez tivesse na ideia espécimes do piorio, como os seus conterrâneos que torturaram o leão bebé da foto — em nome do lucro e do prazer sádico.

Partem patas ao leãozinho para o submeter a ’clics’ de turistas

A curta vida do leãozinho Simba exemplifica o que de pior faz a humanidade, deliberadamente mas também por ignorância.

Simba foi retirado, com poucas semanas de vida, à mãe leoa. Ainda não se sabe de onde e em que circunstâncias foi levado ao Daguestão, região distante 1590 km da capital russa.

Ali, no gélido Dagestan/Daguestão, um dos Estados federados da Rússia, fizeram dele uma atração para turistas e fotógrafos que pagassem.

O dono ávido de lucro, além de lhe bater para o domesticar, quebrou-lhe as patas para evitar que fugisse aos flashes dos turistas. Quando Simba adoeceu e deixou de dar lucro, o dono colocou-o num celeiro sem comida nem tratamento.

Mas Simba teve sorte: encontraram-no no celeiro às portas da morte. Uma equipa de ecologistas foi chamada para o resgatar.

A líder da equipa, Yulia Ageeva (Юлия Агеева), contou à imprensa de referência que encontraram o leãozinho incapaz de se mexer e a morrer de fome e frio.

O veterinário Karlen Dallakyan afirmou que o sofrimento infligido ao pequeno felino, quebrando-lhe as patas, é "uma prática infelizmente comum entre fotógrafos sem coração".

A cirurgia que pretendia devolver a locomoção a Simba, porém, não teve êxito total e o leãozinho vai ter de viver com isso. Além dessa deficiência que lhe diminui os movimentos, os maus-tratos deixaram-no com outras morbilidades permanentes: obstrução intestinal, atrofia dos quatro membros, atrofia muscular, escaras (doença da pele provocada por pressão local permanente, geralmente nas proeminências ósseas resultando em danos nos tecidos subcutâneos, músculos, articulações e ossos).

Putin intervém

Os ecologistas dizem-se motivados pela atenção que o presidente russo deu ao caso de crueldade vitimando um animal.

Graças a essa atenção, está a decorrer uma investigação para apurar quem são os responsáveis pela tortura de Simba, para que sejam criminalizados.

A atenção que a celebridade Victoria Bonya atraiu, sobre a situação da doença do coronavírus na Rússia, aconteceu há sete semanas, quando o país ainda estava longe dos atuais números: mais de quinhentas e onze mil infeções e 6.715 óbitos, hoje sexta-feira, 12.

Fontes: RT.ru/Sputnik. Relacionado: Covid-19: "Seria positivo para o planeta se metade da humanidade desaparecer nesta epidemia, eu incluída", diz celebridade russa, 28.abr.020. Fotos: A curta vida do leãozinho Simba torturado exemplifica o que de pior faz a humanidade, deliberadamente mas também por ignorância.

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