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Partido Popular acusa Câmara Municipal da Praia de gestão danosa na venda de terrenos 08 Julho 2019

O vice-presidente do Partido Popular acusou hoje,07, a câmara da Praia de “gestão danosa” na venda de terrenos a privados no município, prometendo que o seu partido irá “lutar até ao fim” no caso da praça de Palmarejo.

Partido Popular acusa Câmara Municipal da Praia de gestão danosa na venda de terrenos

Felisberto Semedo fez estas afirmações durante a reunião quinzenal do Partido Popular (PP), realizado na Cidade da Praia, tendo referido que no encontro habitual, os membros do PP abordaram questões relacionadas com a gestão urbanística na cidade da Praia, 44º aniversário de independência nacional, caso praça de Palmarejo e a denuncia por parte dos agentes prisionais sobre a situação laboral dos mesmos.

No que se refere a gestão urbanística na cidade da Praia, Felisberto Semedo acusou a autarquia praiense de estar a negociar venda de terrenos considerados espaço verde na zona da Prainha, para construção, a título privado, por um “preço exagerado”.

“Temos casos de denúncias na Prainha, da venda de um terreno ao lado da ex-residência do Presidente da República, que está a ser vendido por 61 mil contos e que é de menor dimensão do que o lote que foi vendido ao ex-embaixador da União Europeia por cerca de cinco mil contos. Estes casos são recorrentes na câmara da Praia e suspeitamos que a mesma tem interesse nesses negócios”, afirmou.

Segundo este dirigente dos populares, no que se refere ao caso da praça de Palmarejo, o Partido Popular irá recorrer “até as últimas instancias” para ver esta situação resolvida, por entender que, os bens de domínio público não podem estar sujeitos a negociações.

“Avançamos com o recurso ao Tribunal da Relação para ser encaminhado ao Tribunal Constitucional por entendermos que não houve um pronunciamento concreto sobre o caso que é de domínio público e que foi negociado por um período de 75 anos para a execução de obras“, frisou.

No que se refere a avaliação do PP sobre o 44º aniversário da independência nacional, o vice-presidente do PP afirmou que passados esses anos, o desenvolvimento de Cabo Verde “está muito aquém do desejado”.

Isto, porque, sustentou, o país ainda enfrenta vários constrangimentos nas áreas chaves de desenvolvimento, nomeadamente a saúde, educação, social, segurança, ajuntando que passados 44 anos “muitos cabo-verdianos ainda vivem com medo e não desfrutam da liberdade conquistada”.

Denuncias graves de guardas prisionais

O Partido Popular na sua reunião quinzenal, acrescentou, recebeu a denúncia por parte dos membros da Associação de Agentes Prisionais de Cabo Verde sobre a péssima situação laboral dos mesmos e da falta de condições de segurança existentes nas cadeias.

“Denunciaram [os agentes] uma série de coisas que está a acontecer na cadeia central da Praia, a começar com a nomeação do director sem concurso público, um director que, conforme afirmaram, não tem condições para exercer a função. Disseram ainda que neste momento tem sido permitido o uso de telemóveis e de estupefacientes por parte dos reclusos e entre outras denúncias”, referiu, considerando os agentes prisionais “o pivô que garante segurança no país”. A Semana com Inforpress

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